Ordenado o último padre formado no Seminário de Angra

Hoje 10:32 — Rui Jorge Cabral

Fábio Silveira, natural do Pico, com 37 anos, foi ontem ordenado padre na Sé de Angra, na ilha Terceira, sendo o último sacerdote formado integralmente nos Açores. Com a ordenação de Fábio Silveira, fecha-se um ciclo no Seminário de Angra, ao mesmo tempo que a espera por novas ordenações de padres açorianos vai durar ainda três anos.Conforme refere o Sítio Igreja Açores, a ordenação de Fábio Silveira encerra uma etapa na história recente do Seminário Episcopal de Angra, tendo este picoense sido o último candidato a padre a completar toda a sua formação na instituição açoriana.  Refira-se que a Diocese de Angra passou a integrar os seus seminaristas no Seminário do Porto e na Universidade Católica do Porto.Atualmente, refere o Sítio Igreja Açores, dois seminaristas açorianos estão a concluir a sua formação académica no primeiro ano do mestrado de Teologia e regressarão à Diocese de Angra para cumprir as últimas etapas pastorais.Por isso e em declarações ao Sítio Igreja Açores, o reitor do Seminário Episcopal de Angra, o padre Emanuel Valadão Vaz, explica que “daqui a cerca de um ano e três meses teremos o regresso de dois seminaristas que estão a terminar este ano o primeiro ano de mestrado, depois vem o segundo ano, a apresentação da tese e finalmente regressarão à Diocese de Angra para fazerem os dois anos, que são o ano pastoral e o ano de estágio”. Antes da sua ordenação, Fábio Silveira esteve durante a passada semana em retiro espiritual, numa preparação para aquele que será o momento culminante do seu percurso vocacional. Em declarações ao Sítio Igreja Açores, o reitor do Seminário Episcopal de Angra explicou que este é um tempo de “aprofundamento interior e de confirmação do compromisso assumido ao longo dos anos de formação”. E sobre o facto de não virem a ser ordenados novos padres nos próximos três anos, o padre Emanuel Valadão Vaz considera “não ser um drama”, uma vez que o mais importante “é continuarmos no acompanhamento e no acolhimento das vocações que vão surgindo”.