Ordem dos Psicólogos quer plano estratégico sobre necessidades nas escolas dos Açores
20 de set. de 2017, 12:26
— Lusa/AO Online
“Tem que haver um plano no sentido de definir o que é que é
prioritário. Os psicólogos não podem continuar a trabalhar em todos os
programas que existem”, afirmou a presidente da delegação regional dos
Açores da Ordem dos Psicólogos, Maria Luz Melo, em declarações aos
jornalistas.A responsável falava à margem da sessão de abertura
do I Encontro de Psicólogos Educacionais da Região Autónoma dos Açores,
que decorre até quinta-feira em Ponta Delgada, ilha de São Miguel.De
acordo com números avançados pelo secretário regional da Educação e
Cultura, Avelino Meneses, no arranque do encontro, os psicólogos
escolares totalizam "80 no arquipélago no decurso deste ano letivo, mais
seis do que em 2016/2017 à razão de um profissional de Psicologia por
cada meio milhar de alunos".Segundo o governante, trata-se de um rácio "muito mais favorável do que o nacional e o internacional".Para
a responsável da Ordem, devem ser “definidas as prioridades em termos
políticos” e depois “ajustadas às realidades particulares de cada ilha,
agrupamentos e escolas”.Maria Luz Melo salientou que os
psicólogos educacionais participam em “inúmeros programas desenvolvidos
na região” e o número daqueles profissionais numa determinada escola
"acaba por não ser suficiente para dar resposta" a todos os projetos
implementados pelo Governo Regional."Além disto, há um trabalho
que o psicólogo desenvolve na escola, desde a avaliação das crianças com
necessidades educativas especiais, definição de planos”, exemplificou,
acrescentando que os profissionais intervêm também em casos ‘bullying’,
indisciplina na sala de aula, dão apoio aos professores.A psicóloga sustentou que este é “um trabalho bastante heterogéneo e complexo”.Maria
Luz Melo realçou, por outro lado a gravidade dos problemas na região
que "é, por vezes, superior ao do continente", em particular a questão
do insucesso escolar, embora se registem melhorias nos indicadores a
este nível.Neste encontro vai ser debatido o levantamento
efetuado ao nível do trabalho dos psicólogos educacionais e as
necessidades, documento que será posteriormente remetido à tutela.O
secretário regional da Educação e Cultura garantiu que os psicólogos
estão "empenhados" em equipas multidisciplinares de apoio sócio
educativo e pedagógico e de cursos profissionais, na educação especial,
nos programas de formação e inserção juvenil, no combate à violência, à
indisciplina nas escolas e à promoção da cidadania.Avelino
Meneses destacou que, além dos psicólogos, são diversos os técnicos que
“quotidianamente contribuem para a melhoria da qualidade do ensino nas
escolas”, nas mais diversas áreas, 145 este ano letivo, mais 18 que em
2016/2017.