Ordem dos Médicos quer vacina da AstraZeneca alargada a maiores de 65 anos
Covid-19
3 de mar. de 2021, 12:14
— Lusa/AO Online
Em comunicado, o bastonário e o
Gabinete de Crise para a Covid-19 da OM consideram ainda benéfico o
alargamento do intervalo entre as duas doses da vacina da Pfizer,
anunciado esta semana pelo Governo.Na
segunda-feira, o Governo anunciou que o intervalo entre a toma das duas
doses da vacina da Pfizer/BioNtech contra a Covid-19 passava a ser de 28
dias, em vez dos anteriores 21.Segundo o Governo, esta decisão vai permitir intensificar o ritmo de vacinação em mais 100 mil pessoas até ao fim deste mês.Na
nota divulgada, a OM considera que estas alterações nas vacinas da
AstraZeneca e da Pfizer podem ajudar “a que a imunização chegue aos
primeiros grupos de risco de forma mais célebre, sem comprometer a
segurança e a eficácia”.No início de
fevereiro, a Direção-Geral da Saúde (DGS) decidiu que, até novos dados
estarem disponíveis, a vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca devia ser
preferencialmente utilizada para pessoas até aos 65 anos de idade.Contudo,
a norma da DGS acrescenta que "em nenhuma situação deve a vacinação de
uma pessoa com 65 ou mais anos de idade ser atrasada" se só estiver
disponível esta vacina.Em comunicado, a OM
salienta também como positiva a dinâmica incutida no Plano de Vacinação
pela nova coordenação da ‘Task Force’ e diz-se disponível para
colaborar com as autoridades competentes em todo o processo.Insiste
que o Plano de Vacinação deve ser apoiado na ciência e nas prioridades
definidas a nível nacional e internacional, “indo ao encontro das regras
emanadas pela Organização Mundial de Saúde e pela Comissão Europeia” e
tendo também em conta as recomendações emanadas pela Agência Europeia do
Medicamento e pela FDA (norte-americana).