Ordem dos Médicos quer divulgação de mapas de risco e comunicação mais clara e eficaz
Covid-19
30 de out. de 2020, 11:48
— Lusa/AO Online
Em comunicado, o
gabinete de crise para a covid-19 da Ordem dos Médicos (OM) defende uma
aposta numa comunicação “clara, concisa e eficaz, realizada também por
quem está mais próximo de setores sociais distintos e de diferentes
gerações, para motivar os cidadãos a cumprirem as normas definidas pela
DGS”, e a criação de “um plano para refutar as falsas informações
habitualmente associada a alguns movimentos inorgânicos”. A
OM defende igualmente a libertação dos médicos de família e respetivas
equipas das múltiplas tarefas relacionadas com a covid-19, para "manter
aberta a principal porta de entrada no SNS”, o que pode passar pela
criação de uma linha de saúde específica para o sistema de rastreio
'Trace-Covid', com equipas médicas próprias para seguirem e tratarem à
distância os doentes em ambulatório e estarem disponíveis para receber
os seus contactos. Diz ainda que devem ser
publicadas e divulgadas “regras objetivas, adaptadas à atual evolução
da pandemia”, o que passa por “uma atuação mais robusta nos eventos
públicos ou privados, por exemplo, nos restaurantes, bares, cafés,
casamentos ou batizados”, admitindo nestas situações medidas de
contenção e prevenção mais rigorosas.A
testagem regular dos profissionais de saúde e cuidadores dos lares,
acompanhada da introdução dos chamados testes rápidos em surtos é outra
das recomendações.A OM defende também uma
melhor proteção dos lares, “envolvendo as famílias, apostando na
formação adequada dos cuidadores, na contratação de equipas clínicas
específicas com médico, enfermeiro e farmacêutico, e na melhoria gradual
das infraestruturas e capacidade de distanciamento”.Diz
que o Plano da Saúde para o Outono-Inverno "deve ser rapidamente
operacionalizado, definindo de forma clara quais os hospitais não covid,
concretizando a existência de hospitais de retaguarda devidamente
equipados para tratar doentes covid, o apoio à criação de hospitais de
campanha que permitam reforçar a resposta ao diagnóstico e
acompanhamento de doentes covid que não podem estar no seu domicílio”.Em
comunicado, a OM pede “um papel mais ativo” da estrutura militar no
apoio ao combate à pandemia de covid-19, “que necessita com urgência de
planeamento, organização e disciplina”.A
concretização de uma coordenação nacional e regional para a gestão
crítica de camas de internamento, cuidados intensivos e transferência de
doentes e a insistência no teletrabalho ou, quando não é possível, no
desfasamento de horários de trabalho, acompanhado pelo reforço da
disponibilidade de transportes públicos, são outras das medidas
propostas.Finalmente, o gabinete de crise
para a covid-19 da Ordem dos Médicos defende um reforço robusto no
Serviço Nacional de Saúde, sublinhando que tal passa por melhorar a
proposta do Orçamento do Estado para 2021.