Orçamento dos Açores para este ano publicado em Diário da República
24 de jun. de 2024, 11:31
— Lusa
Com a
publicação em Diário da República do documento, que define as linhas
estratégicas do executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM para este ano, a
região deixa de ser governada por duodécimos.O
Orçamento dos Açores para 2024, no valor de 2.045,5 milhões de euros,
semelhante ao apresentado em outubro de 2023 (2.036,7 milhões), foi
aprovado em 24 de maio, por maioria, na Assembleia Regional com 31 votos
a favor de PSD, CDS-PP, PPM e Chega, 25 abstenções de PS, IL e PAN e um
voto contra do BE.Na altura, o presidente
do Governo Regional, José Manuel Bolieiro (PSD), mostrou-se “muito
satisfeito” com a aprovação do documento.“Eu
estou muito satisfeito. E quero dirigir uma palavra a todas as
açorianas e açorianos, de que agora o Governo [Regional] tem os
instrumentos necessários para fazer o melhor”, afirmou.Na
altura, o líder do executivo açoriano salientou que, com a aprovação do
Plano e Orçamento, a região acaba com o regime de duodécimo que
penaliza a governação, uma vez que não é a mesma coisa que executar “um
Plano e Orçamento devidamente aprovado”.O
Plano e Orçamento dos Açores para 2024, que foram votados em separado na
Assembleia Regional Legislativa, na cidade da Horta, na ilha do Faial,
após quatro dias de discussão, tiveram a mesma votação final global: 23
votos a favor do PSD, cinco do Chega, dois do CDS-PP e um do PPM, um
voto contra do BE e 23 abstenções do PS, uma abstenção do deputado da IL
e outra do parlamentar do PAN.Foi a
segunda vez que o Governo Regional de coligação, liderado pelo
social-democrata José Manuel Bolieiro, apresentou uma proposta de Plano
de Investimentos para este ano, depois de a anterior ter sido rejeitada
na Assembleia Legislativa, em novembro, com os votos contra de PS, BE e
IL e a abstenção de Chega e PAN, o que levou o Presidente da República a
convocar eleições antecipadas.No sufrágio
de fevereiro, PSD, CDS-PP e PPM elegeram 26 deputados, ficando a três
da maioria absoluta. O PS é a segunda força no arquipélago, com 23
mandatos, seguido do Chega, com cinco. BE, IL e PAN elegeram um deputado
regional cada, completando os 57 eleitos.