Orçamento dos Açores para 2023 trava aumento do endividamento líquido
31 de out. de 2022, 12:53
— Lusa/AO Online
O
documento, a que a Lusa teve acesso, descreve que “o Governo Regional
deverá fazer face às necessidades de financiamento decorrentes da
execução do Orçamento, incluindo os serviços e fundos dotados de
autonomia administrativa e financeira, sem recorrer ao aumento do
endividamento líquido”.Sem prejuízo desta
determinação, “fica o Governo Regional autorizado a converter dívida
comercial em dívida financeira, nos termos definidos na Lei do Orçamento
do Estado”.O Decreto Legislativo Regional
do Orçamento da Região Autónoma dos Açores para 2023 refere ainda que o
montante a receber pela região, “por transferência do Orçamento do
Estado, atinge os 333,9 milhões de euros”.A
proposta de Orçamento do Estado (OE) conhecida a 10 de outubro prevê
que os Açores recebam cerca de 288 milhões de euros em 2023, ao abrigo
da Lei das Finanças das Regiões Autónomas, mais sete milhões do que em
2022.Quanto ao “valor estimado para as
transferências da União Europeia, atinge o montante de 300 milhões de
euros”, de acordo com a proposta de orçamento regional apresentada
na Assembleia Legislativa dos Açores, na Horta.Nos
mapas anexos ao documento, a receita totaliza os 1,8 mil milhões de
euros, dos quais 753,5 milhões destinados a investimento público (640
milhões do Plano de Investimentos). O
Orçamento Regional dos Açores para 2022 foi de cerca de dois mil milhões
de euros (800 milhões dos quais destinados ao investimento) e previa um
endividamento de 152 milhões de euros.Quanto
ao limite máximo para a concessão de garantias, “o Governo Regional
fica autorizado, em 2023, a conceder garantias, incluindo cartas de
conforto, pela região, até ao limite máximo, em termos de fluxos
líquidos anuais, de 80 milhões de euros”.Este limite “não poderá, a qualquer título, ser ultrapassado”.“O
aval da Região Autónoma dos Açores poderá ser concedido para garantir
operações de refinanciamento, desde que não impliquem um aumento do
endividamento líquido”, é acrescentado.O
Governo Regional “fica também autorizado a aprovar alterações às
condições da ficha técnica dos avales concedidos, em matérias de prazo,
plano de reembolsos e taxa, desde que esta última não aumente”, lê-se na
proposta.Relativamente ao Setor Público
Empresarial Regional (SPER), as empresas devem prosseguir “uma política
de otimização da estrutura de gastos operacionais que promova o
equilíbrio operacional”.