Orçamento dos Açores para 2023 prevê isenção do pagamento das creches e amas
31 de out. de 2022, 13:33
— Lusa/AO Online
No
decreto legislativo regional, a que a Lusa teve acesso, indica-se que
“os agregados familiares abrangidos até ao 16.º escalão […] ficam
isentos do pagamento de comparticipações familiares pela frequência de
creches”.“A medida de isenção de
comparticipações familiares […] é igualmente aplicável, com as
necessárias adaptações, aos agregados familiares abrangidos até ao 16.º
escalão, inclusive, da tabela de comparticipações familiares para o
acolhimento em amas”, é acrescentado.Desde
janeiro de 2022, estava em vigor nos Açores a isenção de pagamento de
creches até ao 13.º escalão, que o executivo (PSD/CDS-PP/PPM) estimava
que abrangesse, este ano, 2.037 crianças.O
Orçamento Regional para 2023 prevê ainda uma atualização de 15% no
Complemento açoriano ao abono de família para crianças e jovens.Também o Complemento para Aquisição de Medicamentos pelos Idosos (COMPAMID) tem um aumento de 15%. A Remuneração Complementar Regional é atualizada em 5%.“O
montante da remuneração complementar regional […] que estabelece o
regime jurídico da atribuição do acréscimo regional à retribuição mínima
mensal garantida, do complemento regional de pensão e da remuneração
complementar regional, é atualizado, com efeitos a 01 de janeiro de
2023, em 5 %”, lê-se no documento.De
acordo com a legislação aprovada em maio de 2022 no parlamento açoriano,
beneficiam de remuneração complementar os trabalhadores que exercem
funções na administração pública regional e local, cuja remuneração base
seja igual ou inferior a 1.320,77 euros.Quanto
ao Complemento Regional de Pensão, vulgarmente designado como ‘cheque
pequenino’, em 2023 o Governo Regional garante aos beneficiários “um
aumento até 15 %”.Este aumento “compreende
a atualização em 5% do valor do complemento regional de pensão e a
revisão dos escalões” do artigo 6.º do Decreto Legislativo Regional n.º
8/2002/A, de 10 de abril, na sua redação atual.Em
outubro, o vice-presidente do Governo, explicou que o Complemento
Regional de Pensão terá um aumento gradual, de acordo com o valor das
pensões, que atingirá os 15% no escalão mais baixo.“Quem
atualmente tem a pensão mais pequenina, de 221 euros, fica, com o
aumento, com muito perto dos 100 euros [de complemento]. É quase 50% da
pensão que o Estado de esquerda da República lhes dá”, observou Artur
Lima, lembrando que, em 2022, este complemento já tinha tido um
acréscimo de cerca de 30% no escalão mais baixo.