Orçamento de 2027 prevê 17 milhões de euros para promover os Açores

Hoje 10:33 — Ana Carvalho Melo

O presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, admitiu ontem o abrandamento do turismo e revelou que a proposta de orçamento para 2027 prevê 17 milhões de euros para promoção, “o valor mais elevado de sempre”, defendendo um “entendimento comum” para combater a quebra.“Nestes primeiros trimestres de 2026, os que estão mensuráveis já do ponto de vista estatístico, nós temos um abrandamento nos Açores enquanto destino turístico após o recorde de 2025. (...) Portanto, é indubitável, não é inteligente negar esta evidência. Há um abrandamento”, afirmou José Manuel Bolieiro, que ontem presidiu à sessão de encerramento das Jornadas Atlânticas de Turismo, que decorreram em Velas.Neste contexto, o presidente do executivo regional afirmou que, no Orçamento da Região para 2027, está previsto um reforço orçamental para a promoção do destino Açores.“Nós estamos a apostar num reforço dos valores orçamentais para a promoção. Temos um valor global de investimento que o orçamento regional proposto agora para 2027 já aponta para os 17 milhões de euros, o maior de sempre nas várias contingências das iniciativas promocionais”, anunciou.Na sua intervenção, José Manuel Bolieiro realçou a importância de haver “um entendimento da situação para depois reagir estrategicamente e nas políticas públicas”.“Devemos conjugar todos os atores, os públicos institucionais do domínio nacional e regional, os autárquicos, mas também os próprios empresários. É que, se quisermos apontar apenas a exigência para a notoriedade, isto é, para a propaganda, e não tivermos um cuidado na notabilidade, isto é, na qualidade da oferta que damos enquanto destino turístico, então não há propaganda que o valha”, defendeu.O presidente do Governo realçou ainda que as Jornadas Atlânticas de Turismo, realizadas no âmbito da geminação entre os municípios de Velas, nos Açores, do Sal, em Cabo Verde, e de Porto Santo, na Madeira, promoveram a reflexão e a partilha de experiências em torno dos desafios e oportunidades que se colocam ao turismo das ilhas atlânticas, num contexto marcado por transformações tecnológicas, alterações climáticas, novas exigências dos mercados e uma procura crescente por destinos autênticos e sustentáveis.Neste contexto, salientou que a realidade dos arquipélagos exige uma “cultura de pluralidade”, capaz de respeitar as especificidades de cada território e, simultaneamente, construir uma visão comum. Para o governante, esta condição impõe uma particular atenção à coesão e à distribuição equilibrada das oportunidades entre as diferentes ilhas.