Orçamento da Madeira para 2023 é o "certo" para enfrentar "grandes desafios"
12 de dez. de 2022, 12:09
— Lusa/AO Online
“O orçamento hoje em
discussão, estamos convictos, é também o orçamento certo para enfrentar
os desafios em 2023”, disse Rogério Gouveia no início do debate das
propostas de Orçamento Regional e de Plano de Investimentos, na
Assembleia Legislativa da Madeira, no Funchal, que contou com a presença
de todo executivo insular (PSD/CDS-PP).O
valor do Orçamento da Madeira para 2023 é inferior ao deste ano, que foi
de 2.125 milhões de euros, ao passo que o Plano de Investimentos é
superior, passando de 764 para 775,1 milhões de euros.O
governante sublinhou que o documento marca o fim de uma legislatura
“que enfrentou desafios como poucas outras anteriores”, “difícil e
complexa”, não ignorando as repercussões da crise pandémica mundial e do
conflito entre a Rússia e Ucrânia.O
secretário assegurou que foi “elaborado exatamente no intuito expresso
de prover a melhor resposta regional possível às condicionantes
externas”, face a “um ano cheio de desafios” que se avizinha.“É
este o compromisso que estamos em condições de cumprir. Sem abandono do
rigor, sem cedências à demagogia e ao facilitismo, sem embarque no
turbilhão de centenas ou milhares de promessas ilusórias, anunciadas em
catadupa, mas que em concreto nada trazem de novo”, argumentou.Rogério
Gouveia assegurou que, “em 2023, a região continuará o caminho da
redução do rácio da dívida pública em percentagem do PIB [Produto
Interno Bruto], atingindo 88,4% no final do ano, um valor muito próximo
da média dos 27 países da União Europeia e bem abaixo do valor registado
a nível nacional que, atualmente, se fixa nos 123,8% do PIB”, referiu.O
secretário sublinhou ainda que, em 2023, as despesas com as funções
sociais representam mais de 53% do total da despesa pública,
valorizando, sobretudo, setores tão importantes como a saúde, educação,
habitação, inclusão e apoio social.O
responsável destacou também que o orçamento regional consubstancia a
redução da carga fiscal, devolvendo “mais de 17,5 milhões de euros a
todos os contribuintes da região” e um desagravamento que beneficia 82%
das famílias madeirenses.“Só na região e
não no Continente, seis em cada sete famílias beneficiarão de uma
redução de 30% no IRS [Imposto sobre o Rendimento de Pessoas
Singulares]”, afirmou, considerando que “os números falam por si,
sobretudo quando comprados ao cheque de 125 euros entregue pelo Governo
da República”.Rogério Gouveia admitiu que,
no próximo ano, haverá uma diminuição da receita fiscal em cerca de 96
milhões de euros, mas lembrou que isso “permitirá que as famílias tenham
maior rendimento disponível e que empresários possam continuar a
investir, a criar empregos e a pagar salários”.“É
um orçamento que amplifica o pendor social, que aumenta o poder de
compra à classe média, que apoia os mais novos, os jovens, os mais
idosos, na construção de um futuro mais coeso e sustentável e com menos
desigualdades”, sustentou.“Não prometemos
ilusões, nem ostentamos devaneios, porque calculámos económica e
financeiramente todas as propostas”, declarou, reiterando que a proposta
orçamental é “responsável e credível” e promove a sustentabilidade das
finanças públicas, além de manter “intacta a capacidade e autonomia
financeira para manter as suas finanças públicas sustentáveis”.Rogério
Gouveia afirmou igualmente tratar-se de um “orçamento comprometido com a
sustentabilidade ambiental”, com “a promoção do investimento público e
privado, verde e digital, que beneficiará das verbas do Plano de
Recuperação e Resiliência e do Madeira 2030, para promover a inovação
tecnológica e a economia regional”.“Desde
2015 e até ao final do ano, o Governo Regional deverá ultrapassar os
3.300 milhões de euros de investimentos executados, através do Plano e
Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento (PIDDAR),
beneficiando direta e transversalmente todos os concelhos da região”,
destacou.Rogério Gouveia concluiu que, “em tempos de crise e de dificuldades, este é um orçamento com objetivos e com metas”.