Orçamento da Madeira/2025 aprovado pela maioria PSD/CDS-PP e abstenção do Chega e IL
20 de jun. de 2025, 16:40
— Lusa/AO Online
Também
a proposta de Plano de Investimentos do Governo da Madeira, no montante
de 1.044 milhões de euros, foi aprovada, contando com os votos a favor
da maioria PSD/CDS-PP, abstenção do JPP, Chega e IL e contra do PS.As
duas propostas haviam sido aprovadas na generalidade, na passada
segunda-feira, com os votos favoráveis da maioria PSD/CDS-PP e abstenção
de toda a oposição, tendo decorrido depois o debate na especialidade.A oposição apresentou cerca de 70 propostas de alteração, tendo sido aceites sete (seis da IL e uma do Chega).A
sessão de encerramento contou apenas com a presença do secretário
regional das Finanças, Duarte Freitas, da parte do Governo Regional, que
afirmou que “este é um orçamento responsável e equilibrado. Sem
artifícios, com investimento público robusto, com função social ativa e
com foco sempre na sustentabilidade”.O
governante declarou que a não acomodação das propostas de alteração
“demagógicas e oportunistas que a oposição, sem função executiva,
procura introduzir não é sinal de arrogância”.Para
Duarte Freitas, esta posição “representa o respeito coerente pela opção
feita pelos madeirenses e porto-santenses”, que deram ao PSD maior
votação que aos outros partidos nas eleições regionais de 23 de março.O responsável considerou que a proposta “materializa o programa sufragado pela população e aprovado no parlamento regional”.Acrescentando
que o Governo Regional vai continuar a trabalhar “com os pés bem
assentes na realidade”, para continuar a “afirmar a autonomia, a
reforçar a coesão social e territorial”, Duarte Freitas sublinhou que
este é o primeiro orçamento e plano de investimentos deste executivo
madeirense, revestindo as propostas “um caráter particular”, porque são
apresentadas no fim do primeiro semestre e a escassos meses dos
documentos para 2026.O secretário regional
das Finanças defendeu, também, ser “ponderoso e indispensável que o
relacionamento financeiro entre o Estado e as regiões autónomas seja
redefinido e clarificado”, o que passa pela revisão da Lei de Finanças
Regionais, uma reivindicação que “não é um capricho, uma mania ou uma
moda, mas um processo essencial e urgente”.“Impõe-se
a construção de uma lei mais simples e objetiva, que não deixe espaço a
interpretações conjunturais e que seja imune a dinâmicas
político-partidárias” e “assegure as devidas compensações pelas
características imutáveis e particulares das regiões autónomas”.Entre
outros aspetos, reafirmou que a proposta orçamental continua “o
percurso de redução de impostos encetado em 2016”, concentra esforços no
acesso à Saúde, na oferta de habitação, apoio aos mais desprotegidos e
na modernização da administração pública.“Não se trata de uma revolução, mas sim de uma evolução e de uma concentração naquilo que é realmente prioritário”, apontou.Duarte
Freitas indicou como prioridades as obras do novo hospital da Madeira e
da unidade de saúde da ilha do Porto Santo, a necessidade de “garantir
uma oferta mais robusta de habitação a preços compatíveis com os níveis
de rendimento disponível”, a manutenção do rumo de expansão,
desenvolvimento e melhoria da rede de cuidados continuados integrados.A
aprovação deste orçamento representa “uma escolha política clara: entre
o caminho da responsabilidade, da estabilidade, do rigor e o caminho da
demagogia”, reforçou o governante.As
propostas de Orçamento e Plano de Investimentos para 2025 do Governo
Regional tinham aprovação garantida, uma vez que PSD e CDS-PP firmaram
um acordo de incidência parlamentar e de governação após as eleições
regionais antecipadas de 23 de março, garantindo a maioria absoluta.O
parlamento da Madeira, com 47 lugares no hemiciclo, é composto por 23
deputados do PSD, 11 do JPP, oito do PS, três do Chega, um do CDS-PP e
um da IL.