Orçamento da Lotaçor com foco na rede de frios e na formação dos profissionais

4 de mar. de 2021, 11:23 — Lusa/AO Online

“O foco principal maior, aquilo que tem maior impacto, tem sempre a ver com a rede de frios, seja a manutenção ou a renovação, isso é o que dá o volume. Depois, em termos de importância, naturalmente, a formação e a conservação e manutenção dos equipamentos”, declarou Simão Neves, vogal do conselho de administração da Lotaçor, à agência Lusa.Os objetivos da nova administração da Lotaçor foram hoje apresentados num encontro com a comunicação social.A nova administração da empresa, liderada por Catarina Lacerda Martins, assumiu funções no início de fevereiroEm declarações à Lusa, Simão Neves destacou a importância da inclusão do plano de formação no orçamento plurianual da empresa, uma formação que deverá passar pela aposta na Escola do Mar, localizada na ilha do Faial.“Por um lado, [a formação] valoriza as pessoas, que são o nosso ativo, que têm de estar sempre numa constante atualização porque a cada momento sai nova legislação a cumprir e nós, como entidade certificada, temos de ter os nossos recursos em permanente atualização”, afirmou.Simão Neves reforçou, também, a necessidade de apostar na manutenção dos equipamentos da empresa, uma vez que as infraestruturas têm tendência a ter um “desgaste rápido” porque estão localizadas próximo do mar.“A manutenção e conservação dos equipamentos é importante, porque não só são fundamentais para a segurança de quem os utiliza e para a segurança de quem está à volta, mas também para a operação da Lotaçor e de todas as entidades que deles usufruem”, destacou.O membro da administração disse ainda não existirem “valores globais” sobre o orçamento, uma vez que estão a passar por uma “fase de levantamento das necessidades”.Contudo, a “curto prazo”, “todas as atenções” da fileira vão estar direcionadas para a safra do atum de 2021, sendo “importante que corra tudo bem” durante aquele período, referiu.“Vivemos, desde novembro, momentos difíceis para o setor, com pouco pescado, devido ao mau tempo e não pelo covid-19, ao contrário do que se possa pensar”, acrescentou.Simão Neves realçou ainda que a “missão” da administração da empresa para o mandato de três anos é que a população perceba as funções da Lotaçor.“A longo prazo, daqui a três anos, aquilo que nós definimos como missão é que seja algo perfeitamente assumido e percebido por todas as pessoas aquilo que a Lotaçor faz. Que as pessoas percebam qual a missão da Lotaçor nos Açores”, salientou, considerando que a missão na empresa “é contribuir, todos os dias, para valorizar ainda mais o pescado dos Açores”.A Lotaçor tem cerca de 200 funcionários e é uma empresa pública regional responsável pelas lotas dos Açores.