Orbán dramatiza legislativas como escolha entre perda de independência ou liberdade

Hungria/Eleições

Hoje 14:58 — Lusa/AO Online

“A eleição é sobre o caminho que queremos seguir: um caminho para um mundo onde perdemos a nossa independência, somos afastados dos nossos amigos e acabaremos por ser insignificantes”, afirmou o ultraconservador Viktor Orbán, num comício em Budapeste ao lado do vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), JD Vance.Além disso, sublinhou, a Hungria receberia ordens para enviar “armas, jovens, dinheiro” para a Ucrânia, repetindo uma das mensagens principais da sua campanha, de que é o único capaz de impedir a entrada do país na guerra no país vizinho. O outro caminho, sublinhou, é o de “uma nação livre e orgulhosa, com sucesso”.“Para isso, peço-vos, imploro-vos que nos ergamos pela liberdade, pela nossa nação, pela paz e segurança para o nosso país”, disse, perante a plateia que enchia um recinto desportivo na capital húngara. “Ninguém o fará por nós”, avisou, acrescentando: “Se prevalecermos, seremos capazes de coisas maravilhosas”. No seu discurso, o vice-presidente dos EUA afirmou que não iria dizer em quem os húngaros deveriam votar, mas terminou a intervenção a apelar ao voto em Viktor Orbán.“O Presidente Trump e eu apoiamos a Europa, a soberania e a Hungria e estamos lado a lado com o homem que mais fez para defender esses valores que qualquer outra pessoa: Viktor Orbán”, declarou. JD Vance afirmou que o primeiro-ministro húngaro se tornou “um alvo” para os “burocratas de Bruxelas”, que criticou repetidamente.“Vocês ergueram-se contra os burocratas e os niilistas e agora pergunto-me: vão fazê-lo de novo? Vão erguer-se contra os burocratas em Bruxelas? Vão erguer-se pela soberania e democracia, pela civilização ocidental, pela liberdade, verdade e por Deus?”, perguntou, recebendo aplausos e gritos da plateia. “Então, meus amigos, vão às urnas e defendam Viktor Orbán, porque ele defende-vos e defende tudo isto”, pediu.A visita do vice-presidente norte-americano à Hungria destinou-se a demonstrar apoio ao primeiro-ministro húngaro, que poderá perder o poder ao fim de 16 anos, quando o líder da oposição, Péter Magyar, surge em primeiro lugar nas sondagens.