Oposição traz ao parlamento dos Açores problemas no campo da Saúde
15 de mar. de 2019, 11:16
— Lusa/AO Online
"Temos um
secretário titular da pasta que anda a reboque de denúncias que
constantemente são tornadas públicas, e que não consegue assim
antecipar-se ou prever a maioria dos problemas dos açorianos", declarou a
parlamentar social-democrata Mónica Seidi, no arranque do debate tido
na cidade da Horta, na ilha do Faial.A
parlamentar do PSD definiu a atual situação do Hospital de Ponta Delgada
como "caótica", adjetivo que mereceu contestação do executivo e do PS."Toda
esta situação acabou por condicionar outras valências do Serviço
Regional de Saúde, nomeadamente a programação de cirurgias naquele
hospital. E se, em 2018, a produção cirúrgica adicional esteve suspensa
durante 15 dias, no presente ano, a mesma está parada há dois meses",
denunciou ainda.O titular da pasta da
Saúde do executivo socialista, Rui Luís, advogou que a taxa de cobertura
vacinal contra a gripe atingiu este ano "o valor mais elevado registado
nos Açores", sendo que, a par da vacinação, "foram também
disponibilizadas 650 consultas abertas nos centros de saúde para evitar
uma maior pressão sobre as urgências”, nomeadamente em Ponta Delgada.“Há
uma maior acessibilidade aos hospitais, fruto do investimento do
Governo ao nível dos cuidados de saúde primários, disponibilizando mais
consultas e desenvolvendo um maior número de campanhas de prevenção”,
afirmou ainda."Esta ideia do caos
simplesmente não cola", diria posteriormente o deputado socialista
Dionísio Maia, lembrando os "planos de contingência e emergência" do
hospital da maior cidade açoriana.Pelo
CDS, o deputado Artur Lima abordou a área da fisioterapia no Hospital da
ilha Terceira, que "não dá resposta às necessidades dos doentes, uma
vez que os pedidos são bastantes e as pessoas estão em lista de espera
há muito tempo".O centrista sublinhou
ainda que o prioritário no campo da Saúde "é combater listas de espera" e
atender os doentes açorianos "a tempo e horas".Pelo
BE, Paulo Mendes reconheceu que ninguém no parlamento açoriano "deverá
invejar" o cargo de Rui Luís, lamentando o bloquista "a suborçamentação
de anos e anos" de executivos socialistas na matéria da Saúde.Já
o PCP, pelo deputado João Paulo Corvelo, diz serem "evidentes os sinais
crescentes de fragilização" do Serviço Regional de Saúde.Tal,
diz o comunista, resulta de "anos de uma política levada a cabo por um
Governo [Regional] exausto, que se tem pautado pelo subfinanciamento e
subinvestimento que condicionam a missão constitucional de garantir o
acesso de todos os açorianos à prestação de cuidados de saúde".