Oposição critica reação do Governo dos Açores ao aumento do preço dos combustíveis
Hoje 15:38
— Lusa/AO Online
“Os açorianos
não precisam de inércia e alheamento. Precisam de respostas, soluções
para hoje e para o futuro. E precisam de um Governo que governe para as
pessoas”, afirmou o deputado do BE, António Lima.O
bloquista falava no plenário da Assembleia Regional, na Horta, durante
uma interpelação do BE ao Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) sobre o
aumento do preço dos combustíveis e o impacto na economia e custo de
vida.No debate, já após o secretário das
Finanças ter anunciado uma redução do ISP (para reduzir em oito e 13
cêntimos a gasolina e gasóleo) e um “pacote de medidas” para combater o
aumento dos combustíveis (com apoios à agricultura, pescas, empresas e
famílias vulneráveis), António Lima acusou o Governo Regional de
“brincar com as pessoas”.“Ainda bem que
trouxemos esta interpelação ao parlamento. Passaram 19 dias desde o
início de maio. Foi preciso chegar a 19 de maio para o governo anunciar
qualquer coisa perante o brutal e gigantesco aumento dos preços dos
combustíveis”, disse António Lima.O
deputado do BE defendeu que o Governo Regional “devia fazer mais” e
alertou que o ISP aumentou significativamente” nos últimos anos:
“a redução que anuncia do ISP é poucochinha. Está longe do que é
necessário fazer”.Já o líder parlamentar
do PS/Açores, Berto Messias, acusou o Governo Regional de reagir “tarde e
a más horas” e de apenas anunciar medidas “depois de toda a pressão
pública, de partidos e parceiros sociais”.O
socialista lamentou a falta de explicações sobre os apoios anunciados e
denunciou a “incapacidade” do executivo açoriano que deveria ter
“tomado medidas para antecipar” os impactos no aumento do preço dos
combustíveis.“O Governo Regional tem à sua
disposição todos os instrumentos que precisa para tomar medidas
imediatas para estancar o impacto do aumento dos preços dos combustíveis
e podia tê-lo feito em março quando referimos o perigo desses
impactos”, reforçou o deputado do PS.José
Pacheco, do Chega, condenou a “lata” de dizer que “os preços não
subiram”, defendendo uma redução maior do ISP e medidas para baixar o
preço da bilha de gás.Por sua vez, o
deputado do PSD Joaquim Machado elogiou a atuação do Governo Regional e
criticou as anteriores governações do PS que “ultrapassaram os limites
legais da cobrança do ISP”, evocando um relatório do Tribunal de Contas
de 2022.O social-democrata realçou,
contudo, a importância de agir de “forma proativa e preventiva” perante
uma situação internacional que pode originar “muita carência de
combustível”.O deputado da IL Pedro
Ferreira adiantou que o partido vai apresentar medidas para assegurar
“maior transparência na formulação dos preços dos combustíveis”, já que o
atual sistema é “imprevisível e vulnerável”.O
líder parlamentar do CDS-PP, Pedro Pinto, saudou as “soluções
equilibradas e de compromisso” do Governo Regional perante um “contexto
de enorme instabilidade”, enquanto João Mendonça (PPM) considerou que o
atual momento sinaliza a necessidade de ter as energias renováveis como
“prioridade estratégica”.O deputado do PAN
Pedro Neves acusou o executivo açoriano de reagir com um “extintor
portátil quando a casa está a arder”, com medidas “avulsas e atrasadas”
feitas em “cima do joelho”.