Operário gerido por comissão de gestão nos próximos seis meses
Hoje 09:28
— Sofia Ganhão
O Operário vai ser dirigido, nos próximos seis meses, por uma comissão
de gestão, segundo foi decidido em Assembleia
Geral (AG), na sede do clube, na cidade da Lagoa. Após não terem
sido apresentadas listas de candidatos às eleições aos órgãos sociais do
clube, coube ao presidente da Mesa da AG, Fernando Jorge Moniz,
designar uma comissão de gestão (cinco elementos) e de fiscalização
(três) para ficar à frente do clube até ao próximo ato eleitoral,
agendado para daqui a seis meses. Os dois grupos foram aprovados por unanimidade pelos sócios (cerca de duas dezenas) presentes na AG realizada na passada terça-feira. Gilberto
Branquinho, que presidiu o clube durante 19 anos (entre 2000 e 2019),
foi o primeiro sócio a intervir na ocasião e a dar a cara por um “grupo
de pessoas” que juntou-se para não deixar o clube cair num “vazio”. “A
nossa grande preocupação é não deixar o clube cair num vazio, é deixar o
clube escrever a sua história. Pode ser uma história diferente, nós
sabemos, isso acontece com muitos clubes, mas não deixa de ser
importante ter aparecido essas pessoas”, explicou o antigo presidente
dos “fabris” em declarações ao Açoriano Oriental, após a AG.Gilberto
Branquinho, Manuel António Martins (ex-presidente do clube nos anos de
1999 e 2000), Ricardo Botelho, João Pinto, Paulo Eduíno, Rúben Almeida,
Pedro Guilherme Oliveira e Dinarte Benevides são os sócios que vão
integrar as comissões de gestão e fiscalização. Estes associados reúnem esta quinta-feira para decidir os próximos passos.Numa altura em que não pode
prometer “competitividade” imediata, garantindo que, se necessário, o
clube “começa quase do zero”, Branquinho referiu que a prioridade estará
na formação. “Neste momento, o elemento valioso é a formação. Para
isso têm que se criar condições que, infelizmente, já não temos há
muito tempo. Vamos canalizar as energias e sinergias, também
financeiras, se as houver, para a formação. Ter formadores competentes e
granjear jovens da Lagoa para competir no Operário, como sempre
tivemos”, garantiu.Ainda assim, o ex-líder dos “fabris” não escondeu
a preocupação com as questões financeiras do clube, que poderão
condicionar tanto a atuação da comissão de gestão nos próximos seis
meses, como o futuro dos vários escalões de futebol. “O que vamos
fazer, obviamente, vai depender de muita base analítica e vamos decidir o
que é que é melhor para o clube no momento atual e nas condições que
existem. Vamos ter que ver se há condições para abrir os seniores, se há
condições para abrir os juniores, os juvenis, os iniciados e por aí
fora”, concluiu.Segundo os estatutos do Clube Operário Desportivo, o
relatório e contas do último exercício, sob a presidência de Paulo
Juromito, será apresentado no próximo dia 30 de junho, em nova AG a ser
marcada para o efeito.