Operário dominador mas muito perdulário

II Divisão Série C

7 de set. de 2008, 20:50 — Arthur Melo

O ponto conquistado pelos fabris soube a nada, atendendo a que tiveram oportunidades suficientes para terminar com um resultado bastante diferente, falhando imenso na finalização, com especial destaque para Amaral. O domínio territorial patenteado pela equipa da Lagoa foi uma constante em toda em partida onde não se conseguem encontrar momentos em que o adversário tivesse estado por cima na partida. Muito concentrados e com um sólido sistema defensivo, o União da Serra procurou a sorte no erro adversário, preocupando-se mais em aguentar as investidas lagoenses, apenas mostrando-se ofensivamente nos primeiros 10 minutos da etapa complementar, onde procurou equilibrar o jogo. Aliás, em toda a partida os continentais apenas efectuaram quatro remates: três, sem qualquer perigo, na primeira parte e um na segunda, que quase deu golo, num forte pontapé de Carioca que Serrão desviou em voo para o seu poste direito. O Operário, no seu habitual esquema (4x3x3) mas agora com verdadeiros avançados na frente, teve em Amaral o seu expoente máximo. O jovem atacante de apenas 18 anos, vindo do Águia, desperdiçou cinco ocasiões de golo, duas das quais (aos 21 e 36 minutos) tentativas de chapéu que saíram por alto. Nas restantes, mostrou faro pelo golo e sentido de oportunidade mas a direcção do remate nunca foi a melhor, com destaque para um cabeceamento falhado aos 51 minutos. James, no que Barreiro apontou três golos, podia ter marcado também por duas ocasiões. Aos 17 minutos o remate saiu às malhas laterais e, aos 40, a trave devolveu o esférico, sendo que na recarga Ricardo Santos cabeceou fraco e à figura de Nuno Ribeiro, naquela que foi a mais flagrante ocasião de golo de todas as que o Operário teve na partida, aos 40 minutos. Na tentativa de rectificar o mau resultado da primeira jornada (derrota em Monsanto), o Operário tentou desde cedo resolver a contenda frente ao União da Serra mas, a partir dos 20 minutos, a intranquilidade e ansiedade toldaram os movimentos colectivos da equipa. Os jogadores fabris começaram a errar passes, foram perdendo o seu característico jogo de paciência e procuraram chegar ao golo com muita pressa. O adversário - sensação do campeonato neste início de época - soube usar o antídoto para anular a mais-valia do Operário, conseguindo um precioso ponto na Lagoa, mas obrigando os fabris a continuar a marcar passo neste início de temporada. O trio de arbitragem setubalense terá exagerado no capítulo disciplinar. Abrantes falta ao jogo A II Divisão Série C arrisca-se a ficar reduzida à participação de apenas 11 equipas e o campeonato ainda vai na segunda jornada. O Abrantes deu ontem a segunda falta de comparência consecutiva, não tendo comparecido para defrontar o Pampilhosa, tal como já tinha acontecido na partida com o Nelas. Com a segunda falta de comparência, o Abrantes incorre em várias penas, uma delas a despromoção automática. O Pampilhosa, líder da Série a par do Eléctrico, não aceitou o adiamento do jogo solicitado pelos dirigentes abrantinos que têm entre mãos um caso bastante difícil. Outra partida que não se realizou nesta segunda ronda foi o Nelas - Praiense, adiado para 14 de Setembro, devido ao facto de a equipa continental ter jogado sábado no Pico para a primeira eliminatória da Taça de Portugal, cuja segunda ronda está agendada para o próximo domingo. O Operário, com o ponto conquistado na Lagoa, passa a ocupar a sétima posição com apenas um ponto conquistado em duas partidas realizadas.