Operadores marítimos dos Açores congratulam-se com áreas marinhas protegidas
18 de out. de 2024, 17:34
— Lusa/AO Online
A Assembleia dos Açores
aprovou na quinta-feira as alterações propostas pelo Governo Regional
(PSD/CDS-PP/PPM) ao decreto legislativo que estrutura o Parque Marinho
da região, estabelecendo a criação de áreas marinhas protegidas em 30%
do mar do arquipélago.O diploma foi
aprovado em votação final global durante o plenário do parlamento
açoriano, na Horta, com 22 votos a favor de PSD, 22 de PS, dois do
CDS-PP, um do PPM e um do BE, uma abstenção do PAN e cinco votos contra
do Chega e um da IL.Numa nota de imprensa
hoje divulgada, os operadores marítimos defendem que “assumir a
necessidade de preservar, proteger e compatibilizar os usos do mar é
essencial para a sua boa gestão e para a criação de oportunidades para
todos e não apenas para ‘alguns’, como ficou evidente no debate de ontem
[quinta-feira] no parlamento”. “O mar não
é dos pescadores como foi dito ontem [quinta-feira]. Sem um ecossistema
saudável, vibrante e sustentável não haverá desenvolvimento económico e
social nestas ilhas, sendo este um elemento vital para o setor
marítimo-turístico, que já contribui de forma significativa para o PIB
regional, para a criação de emprego qualificado e para a coesão nos
territórios”, refere a AOMA.A associação
salvaguarda que “não está (nunca esteve!) contra o setor da pesca, cujos
profissionais respeita enquanto colegas”, mas “não pode admitir que se
desconsidere a grande oportunidade de mudança na economia da região”.Deve-se
evoluir “de um modelo de base exclusivamente extrativa para um modelo
de base sustentável, com uma forte dinâmica dos serviços, nomeadamente o
turismo”, o que também constitui uma oportunidade para a pesca”,
defende.Para a AOMA, a “resistência à
mudança não pode ser um impedimento para fazer o que deve ser feito”,
sendo que “proteger o mar dos Açores é uma missão de todos”.Os
operadores marítimos reconhecem ainda “o trabalho empenhado do Governo
Regional, no âmbito do programa Blue Azores, através do processo
participativo, que deve continuar a debater e a discutir as melhores
formas de gerir e conservar o mar dos Açores, considerando o interesse
de todos”.No entanto, consideram que “é
lamentável observar que os partidos e os seus representantes ainda
mostram um desconhecimento profundo dos problemas”, pois “seria de
esperar mais responsabilidade nas suas afirmações e posições”.