Operação da Europol identifica 94 supeitos de exploração e abuso sexual de crianças
26 de out. de 2018, 12:23
— Lusa/AO Online
Um relatório
divulgado, esta sexta-feira, pela Europol adianta que o trabalho de identificação das
vítimas e dos autores dos crimes sexuais demorou duas semanas e foi
dirigido por uma `taskforce´ do centro especializado em
cibercriminalidade daquele organismo europeu.De
acordo com informação da Europol, mais de 32 milhões de imagens e
vídeos estiveram disponíveis na base de dados da organização, por forma a
permitir uma análise detalhada do seu conteúdo e dos seus utilizadores,
tendo no total sido verificadas 584 séries contendo imagens suscetíveis
de configurar tais crimes.Em
91 situações, os países, onde as séries foram produzidas, foram
informados da situação por forma a avançarem com uma investigação a
nível interno.Todas as séries constam de uma base de dados da Europol designada por "Internacional Child Sexual Exploitation"."Sabemos
que quatro olhos veem melhor que dois, agora imaginem 34 pares de olhos
e cérebros trabalhando em conjunto, durante duas semanas, trocando
conhecimento e boas práticas. Os olhos vieram da Bélgica, Chipre,
Dinamarca, França, Alemanha, Hungria, Itália, Letónia, Holanda, Portugal,
Espanha, Suécia, Reino Unido e parceiros vindos da Austrália,
Bósnia-Herzegovina, Canadá, Colômbia, Moldávia, Noruega, Suíça e Estados
Unidos", indica a nota da Europol, sublinhando o elevado número de
vítimas e infratores identificados nesta operação.A Europol, que é uma Agência Europeia de Polícia, alertou ainda para o crescimento deste tipo de exploração e abuso sexual.Simultaneamente,
e pela décima nova vez, a Europol organizou um seminário, com a duração
de dez dias, para treinar membros das forças policiais no combate aos
crimes de exploração sexual de crianças através da Internet.O
treino, única no género, inclui a análise das mesmas imagens da base de
dados da Europol que levaram à indiciação dos 94 abusadores.A
iniciativa visou expandir a comunidade policial que se dedica ao
combate dos crimes em causa. Desde 2000, altura em que se realizou a
primeira edição, quase mil membros das forças policiais foram formados
neste tipo de combate, que inclui diversas vertentes, desde a forense
até à investigação financeira.A
Europol tem também em curso uma iniciativa destinada a alargar o
combate de tais crimes à sociedade civil, introduzindo mecanismos que
permitem aos cidadãos participar o conhecimento de situações de
exploração e abuso sexual de crianças.Desde
o início do projeto, em 01 de junho de 2017, mais de 22 mil informações
foram enviadas para a Europol, permitindo a identificação de oito
crianças e um abusador.