Open da Austrália proíbe bandeiras da Rússia e da Bielorrússia
17 de jan. de 2023, 09:33
— Lusa/AO Online
"As
bandeiras da Rússia e da Bielorrússia são proibidas no local do Open da
Austrália", disse a Tennis Australia, acrescentando que a proibição
entra em vigor “de imediato"."A nossa
política inicial era que os adeptos podiam trazê-las, mas não poderiam
exibi-las com o objetivo de causar transtorno", acrescentou a federação
num comunicado.A bandeira russa foi
exibida em Melbourne Park na segunda-feira, no primeiro dia do Open da
Austrália, na partida da primeira ronda entre a ucraniana Kateryna
Baindl e a russa Kamilla Rakhimova.Nas bancadas, os adeptos da tenista ucraniana pediram a intervenção dos serviços de segurança e da polícia.Uma
bandeira russa também foi exibida na Arena Rod Laver durante a partida
entre o russo Daniil Medvedev e o norte-americano Marcos Giron."Condeno
veementemente a exibição pública de bandeiras russas durante a partida
da tenista ucraniana Kateryna Baindl no Open da Austrália", escreveu o
embaixador da Ucrânia em Camberra Vasyl Myroshnychenko na rede social
Twitter.Myroshnychenko tinha pedido na
segunda-feira à Tennis Australia para garantir a aplicação da "política
de bandeira neutra" no Open da Austrália.Desde
a invasão russa da Ucrânia, lançada a 24 de fevereiro de 2022, que
vários desportos têm obrigado os atletas russos e bielorrussos a
competir sob bandeiras neutras, incluindo no Open da Austrália.Na
semana passada, o diplomata tinha apelado à proibição de jogadores
russos e bielorrussos no Open da Austrália, algo que o torneio de
Wimbledon, também parte do Grand Slam, fez em 2022.O
diplomata Doug Trappett, que foi embaixador australiano na Ucrânia
entre 2015 e 2016, disse também no Twitter que a Tennis Australia
poderia “ter-se posicionado para responder de forma séria a esses
incidentes previsíveis, mas escolheu a covardia".A
Bielorrússia apoia a ofensiva militar russa, que causou até agora a
fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados
internos e mais de 7,9 milhões para países europeus -, de acordo com os
mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como
a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).Neste
momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3
milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.