Open Arms sugere transferência de avião dos 107 migrantes a bordo
Migrações
19 de ago. de 2019, 17:35
— Lusa/AO Online
“Para dar
dignidade aos resgatados, eles podiam transferi-los para Catania, na
Sicília, e daí levá-los para Madrid. Alugar um Boing para 200 pessoas
tem um custo de 240 euros por passageiro”, disse Riccardo Gatti, chefe
de missão da Open Arms em Itália, aos jornalistas presentes na doca de
Lampedusa.A Open Arms tinha já feito saber
hoje que aceitaria que os migrantes fossem para algum porto das ilhas
Baleares, caso Itália e Espanha “coloquem os meios necessários” à
disposição para garantir a segurança e êxito da operação. Isto,
depois de, no domingo, o capitão do navio humanitário ter rejeitado as
“inviáveis” ofertas do governo espanhol para navegar até ao porto de
Algeciras, primeiro, e depois a algum das Baleares – em Maiorca ou
Menorca -, devido à situação “desesperada” que se vive a bordo. O
Governo de Espanha já negou a existência de tal acordo, mas a ONG diz
que “depois de 18 dias, Itália e Espanha parecem ter chegado finalmente a
um acordo, identificando Maiorca como porto de desembarque”, uma
decisão que considerou “completamente incompreensível”, assinala num
texto emitido hoje. A tripulação alegou a
impossibilidade de assumir mais alguns dias de travessia com 107 pessoas
em condições extremas, amontoadas no convés com ataques de ansiedade,
lutas e até alguns dos migrantes resgatados a atirarem-se ao mar no
domingo, tentando nadar 800 metros até chegarem a Lampedusa.