ONU pede a EUA e China que façam "tudo o que puderem para reduzir tensões"
7 de fev. de 2023, 09:59
— Lusa/AO Online
"Dada
a posição de liderança global de ambos os países, creio que lhes cabe
fazer tudo o que puderem para reduzir as tensões", disse o porta-voz das
Nações Unidas, Stéphane Dujarric, quando questionado sobre este
incidente, que levou o secretário de Estado norte-americano, Antony
Bliken, a cancelar uma viagem à China.Dujarric
sublinhou que a ONU não tem informações diretas sobre este episódio,
mas deixou claro que o secretário-geral da Organização, António
Guterres, pretende uma diminuição da tensão entre as duas potências.A
China admitiu na sexta-feira que o balão que sobrevoou os Estados
Unidos em grande altitude lhe pertencia, embora inicialmente tenha
pedido para não se especular, em resposta às acusações do Pentágono de
que o mesmo foi usado para espionagem, incluindo de instalações
militares.Segundo Pequim, tratou-se de um
dirigível civil utilizado para fins de investigação, principalmente
meteorológica, e que acidentalmente se desviou do curso pretendido.O
Ministério das Relações Exteriores do gigante asiático disse em
comunicado "lamentar a entrada não intencional" do balão no espaço aéreo
dos Estados Unidos e afirmou que "continuará a comunicar-se" com
Washington.O Governo norte-americano
destruiu no fim-de-semana o "balão de espionagem", considerando a sua
atividade "uma clara violação" da soberania e do direito internacional,
disseram altos funcionários do Departamento de Estado.Por
este motivo, foi adiada a visita de Blinken a Pequim, que se prevê que
ocorra "assim que as condições permitirem", segundo as mesmas fontes.Enquanto
isso, Washington manterá as "linhas de comunicação abertas" com Pequim
para discutir a sua preocupação com "este incidente".