ONU pede 5,2 mil milhões de euros para ajuda humanitária em 2023
Ucrânia
15 de fev. de 2023, 10:51
— Lusa/AO Online
O plano foi
apresentado em Genebra, em conferência de imprensa, pelo Alto
Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi, e
pelo coordenador humanitário das Nações Unidas, Martin Griffiths, que
sublinharam as necessidades crescentes na Ucrânia.Do
montante total, 3,9 mil milhões de dólares (3,63 mil milhões de euros)
serão geridos pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de
Assuntos Humanitários (OCHA), dirigido por Griffiths, e os 1,7 mil
milhões de dólares restantes (1,58 mil milhões de euros) irão para o
Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), que irá
ajudar 4,2 milhões ucranianos que fugiram para outros países europeus.As
Nações Unidas estimam que a população da Ucrânia caiu de 43,3 para 35,6
milhões de pessoas devido à guerra e que cerca de 21,8 milhões de
ucranianos, dentro e fora do país, precisam de ajuda humanitária, por
isso, o plano de resposta humanitária busca atender pelo menos dois
terços dessa população.Entre aqueles que serão atendidas pelas duas agências da ONU estão 15% de pessoas com deficiência e 56% de mulheres e raparigas.Dos
1,7 mil milhões de dólares (1,58 mil milhões de euros) que seriam
destinados ao ACNUR, 709 milhões de dólares (661 milhões de euros) iriam
para programas de ajuda a refugiados na Polónia, 427 milhões de dólares
(398 milhões de euros) para a Moldávia, 153 milhões de dólares (143
milhões de euros) para a Roménia e 80 milhões de dólares (74,5 milhões
de euros) para a República Checa e a Eslováquia, que acolhem importantes
comunidades ucranianas.As agências da ONU
declararam que a guerra na Ucrânia, invadida em 24 de fevereiro pela
Rússia, levou a uma destruição sistemática da infraestrutura civil, que
tem contribuído para deslocamentos forçados e o aumento da urgência
humanitária.Estes ataques
intensificaram-se desde outubro de 2022, nomeadamente contra as
infraestruturas civis, “muitas vezes em torno de áreas urbanas, afetando
serviços públicos como eletricidade, água, saúde, educação e proteção
social”.Segundo dados do Governo
ucraniano, desde o início da guerra 2.917 estabelecimentos de ensino
foram bombardeados, destruindo quase 600 deles, e houve pelo menos 745
ataques a centros de saúde.