ONU e UE criticam pena de prisão para ativista Nobel da Paz na Bielorrússia
3 de mar. de 2023, 13:08
— Lusa/AO Online
"Estamos
muito preocupados com a falta de procedimentos necessários para um
julgamento justo e com a falta de justiça independente na Bielorrússia, o
que coloca em risco os defensores dos direitos humanos", disse a
porta-voz da agência da ONU para os Direitos Humanos, Ravina Shamdasani.Um
tribunal de Minsk considerou Bialiatski e três outros ativistas de
Direitos Humanos culpados de contrabando e financiamento de ações
coletivas que violam gravemente a ordem pública.Também
a Presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, disse hoje ter
ficado “consternada” com a sentença do defensor de Direitos Humanos, que
foi hoje proferida por um tribunal de Minsk.“As
sentenças politicamente motivadas contra Bialiatski e contra os
ativistas da Viasna (a organização que dirige) são um insulto à justiça.
Peço a sua libertação", disse Metsola, numa mensagem na rede social
Twitter, acrescentando que o Parlamento Europeu "apoia uma Bielorrússia
livre".Peter Stano, porta-voz do Alto
Representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, disse
que o assunto está a ser acompanhado "muito de perto".A
porta-voz da agência da ONU para os Direitos Humanos lembrou ainda que
pelo menos 1.446 pessoas, incluindo 10 menores, estão detidas
arbitrariamente na Bielorrússia, muitas delas ativistas que foram
detidas por "motivação política"."Pedimos o
fim da perseguição aos defensores dos Direitos Humanos e àqueles que
expressam opiniões dissidentes e exigimos a libertação de todos os
detidos arbitrariamente", insistiu Shamdasani.