ONU diz que sanções são a chave para desnuclearizar Coreia do Norte
14 de dez. de 2017, 11:43
— Lusa/AO online
António
Guterres, que se encontra no Japão a participar numa conferência
internacional sobre saúde, falava aos jornalistas após uma reunião com o
primeiro-ministro nipónico, Shinzo Abe, e defendeu que a Coreia do
Norte deve ser desnuclearizada para que haja paz e estabilidade na
região.Segundo
Guterres, as resoluções do Conselho de Segurança da ONU devem ser
“totalmente aplicadas e respeitadas” pelo regime de Pyongyang, mas
também por todos os outros países envolvidos na questão, de forma a
garantir que as sanções atinjam os objetivos para que foram impostas, ou
seja, a desnuclearização da península coreana.“A
unidade do Conselho de Segurança é crucial, mas também é importante
permitir que a diplomacia se envolva numa resolução pacífica. É
importante que todas as partes percebam a urgência de se encontrar uma
solução que evite uma confrontação que trará consequências trágicas para
todos”, sublinhou Guterres.Para
o secretário-geral da ONU, não se pode entrar como “sonâmbulos numa
guerra” devido à situação desencadeada pela Coreia do Norte, pelo que é
necessário dar apoio à diplomacia.“A pior opção seria a de entrarmos sonâmbulos numa guerra que poderá trazer consequências dramáticas”, sustentou.Questionado
sobre se planeia deslocar-se à Coreia do Norte para se reunir com o
presidente Kim Jong Un, o secretário-geral da ONU manifestou-se
“disponível, mas que tal terá de fazer sentido.“As reuniões só fazem sentido se houver um objetivo. Estou pronto para ir a qualquer lado, desde que isso seja útil”, respondeu.Por
seu lado, Shinzo Abe concordou com a ideia de que o diálogo com a
Coreia do Norte deve “fazer sentido”, visando sobretudo o fim do
programa nuclear norte-coreano.Na
quarta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson,
disse que Washington está aberto à possibilidade de negociações com
Pyongyang, mas a Casa Branca defendeu que, primeiro, a Coreia do Norte
deve “terminar com as provocações” e tomar “ações sinceras e
significativas em direção à desnuclearização”.