ONU denuncia aumento de execuções de prisioneiros de guerra pela Rússia
Ucrânia
3 de fev. de 2025, 13:00
— Lusa/AO Online
Desde
que a Rússia invadiu a Ucrânia há quase três anos, Moscovo e Kiev
têm-se acusado regularmente de matar prisioneiros de guerra, o que
constitui um crime de guerra.“Muitos
soldados ucranianos que se renderam ou estavam sob custódia física das
forças armadas russas foram mortos a tiro no local. Testemunhas
descreveram também o assassínio de soldados ucranianos desarmados e
feridos”, disse a ONU.A Missão de
Observação dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia (HRMMU, na sigla em
inglês) afirmou ter “registado 79 execuções deste tipo em 24 incidentes
separados” desde o final de agosto.A
informação baseia-se na “análise de material vídeo e fotográfico
publicado por fontes ucranianas e russas” que mostra as execuções, disse
a missão num comunicado citado pela agência francesa AFP.As
figuras públicas russas “apelaram explicitamente ao tratamento
desumano, ou mesmo à execução, dos militares ucranianos capturados”,
afirmou a chefe da missão da ONU, Danielle Bell.“Combinadas
com as leis de amnistia geral, estas declarações podem incitar ou
encorajar comportamentos ilegais”, acrescentou, citada no comunicado.A
missão explicou que, em 2024, também registou a execução de um soldado
russo “ferido e incapacitado” pelas forças armadas ucranianas.O
Provedor dos Direitos Humanos ucraniano, Dmytro Loubinets, solicita
regularmente às Nações Unidas e ao Comité Internacional da Cruz Vermelha
(CICV) que investiguem as execuções extrajudiciais de soldados
ucranianos em cativeiro.Desconhece-se o
número de vítimas civis e militares da guerra desencadeada pela invasão
russa da Ucrânia em fevereiro de 2022, mas diversas fontes, incluindo a
ONU, têm admitido que será elevado.