Onda de saídas exigidas atinge postos superiores do Departamento de Estado
21 de jan. de 2025, 10:12
— Lusa/AO Online
De
acordo com funcionários atuais e cessantes, as mudanças de pessoal nos
escalões superiores do departamento, tal como em todas as agências
federais, não são invulgares após uma eleição presidencial, e os
diplomatas de carreira que desempenham essas funções são obrigados, tal
como os nomeados políticos que não são de carreira, a apresentar cartas
de demissão antes da tomada de posse da nova administração.No
passado, algumas dessas demissões não foram aceites, permitindo que os
diplomatas de carreira permanecessem nos seus cargos, pelo menos
temporariamente, até que o novo Presidente pudesse nomear a sua equipa, o
que oferece um certo grau de continuidade na gestão quotidiana da
burocracia.Entre os funcionários de
carreira a serem transferidos estão o subsecretário de Estado para os
Assuntos Políticos, John Bass, que até à tomada de posse de Trump era o
terceiro diplomata dos EUA, e todos os outros subsecretários de Estado
responsáveis pelas pastas de gestão e política, bem como todos os
secretários de Estado adjuntos, que lidam com questões regionais de
acordo com três funcionários atuais e antigos familiarizados com as
mudanças de pessoal.Os funcionários
falaram à Associated Press sob condição de anonimato para discutir as
mudanças de pessoal que não foram anunciadas publicamente.A
menos que o Presidente Donald Trump nomeie rapidamente pessoas para
esses cargos, os postos de trabalho serão preenchidos, em muitos casos,
pelos atuais subordinados dos trabalhadores cessantes, que são
diplomatas de carreira, muitas vezes com anos de experiência em
administrações republicanas e democratas.Apesar
das mudanças, os diplomatas de carreira continuarão a ocupar cargos de
topo na hierarquia do Departamento de Estado, embora não tenha ficado
imediatamente claro quantos.Os
funcionários cessantes não foram despedidos, mas sim informados na
semana passada, em alguns casos na sexta-feira, que as suas demissões
pró-forma tinham sido aceites. Continuarão a trabalhar no Departamento
de Estado como trabalhadores do serviço externo, a menos que decidam
reformar-se ou abandonar o governo.