Onda de assaltos assusta moradores da Lomba da Maia
28 de mai. de 2024, 08:54
— Nuno Martins Neves
Uma onda de assaltos tem deixado a freguesia da Lomba da Maia, no
concelho da Ribeira Grande, em autêntico sobressalto. Automóveis,
moradias e estabelecimentos comerciais não escapam aos assaltos, levando
a que a paciência dos moradores esteja a atingir o seu limite.O
alerta é dado pelo presidente da junta, Alberto Pacheco da Ponte, que
confirmou ao Açoriano Oriental os vários incidentes que têm acontecido
na Lomba da Maia, já desde o ano passado, “e quase todos os dias”.Cafés, bombas de combustível, “tudo o que é estabelecimento comercial na Lomba da Maia já foi assaltado”, diz o autarca.Também
várias moradias têm sido alvo de roubos: “As pessoas idosas estão a
ficar assustadas. Um dia destes, roubaram a moradia de uma senhora
idosa, que desde que se mudou para a casa, há 35 anos, nunca fechava a
porta traseira e foi por aí que entraram. As pessoas têm dormido com as
luzes acesas”.Segundo depoimentos recolhidos pelo Açoriano
Oriental, o número de assaltos já ronda a meia centena. Mas poderão ser
mais, razão pela qual o presidente da junta de freguesia insta a
população a apresentar queixa junto das autoridades policiais,
colaborando com os moradores que não possuem forma de se deslocar até à
esquadra mais próxima.“Incentivamos as pessoas a fazer queixas. As
que não têm viatura, nós transportamos na carrinha da junta até à
esquadra da Maia, a mais próxima”.Alberto Pacheco da Ponte diz que
os assaltos devem-se ao problema de toxicodependência, que se está a
agravar na freguesia, e que ocorrem, regra geral, de madrugada. “Enão é
só na Lomba da Maia: nas freguesias vizinhas também há relatos de
roubos do mesmo género”, acrescenta.O autarca diz já ter tomado
diversas iniciativas para conseguir combate o problema, mas assume que
está a ser difícil controlar a situação. “Já fizemos queixas à PSP, que
tem feito rondas na freguesia, quase todos os dias, em horas
diferentes”.Para Alberto Pacheco da Ponte, é essencial que se trave a
onda de assaltos, até porque a população está a atingir o seu limite,
avisa, com o sentimento de insegurança a grassar pela comunidade.“O
meu maior medo é que haja justiça pelas próprias mãos. Tenho tentado
acalmar as pessoas, que estão a pensar em organizar-se para fazer
esperas aos assaltantes”.