OMS recomenda corticosteroides no tratamento de casos graves e críticos de Covid-19
2 de set. de 2020, 16:50
— Lusa/AO online
O novo guia para
médicos sobre o uso de corticosteroides em doentes com covid-19, que foi
hoje publicado, sublinha que estes fármacos não devem ser utilizados
para tratar pacientes que não estejam em estado grave.Segundo
o documento, a utilização nos pacientes graves e críticos é recomendada
independentemente de os doentes estarem hospitalizados.Por
outro lado, a decisão de não recomendar o uso de corticosteroides em
doentes que não estejam em estado grave é justificada pela existência de
evidência científica, ainda que com baixos níveis de certeza, que
aponta para um potencial aumento da mortalidade entre estes doentes. Os corticosteroides estão incluídos na lista de medicamentos essenciais da OMS, disponíveis em todo o mundo a um baixo custo.O
guia foi desenvolvido em colaboração com a fundação não-governamental
MAGIC, que prestou apoio metodológico no desenvolvimento e divulgação do
guia para o tratamento farmacológico da covid-19.O
documento começou a ser preparado no final de junho, quando foi
publicado um relatório preliminar do ensaio RECOVERY sobre o impacto dos
corticosteroides.Além destes resultados, a
OMS desenvolveu, em conjunto com os investigadores, uma meta-análise de
outros sete ensaios sobre o medicamento para conduzir uma meta, com
objetivo de fornecer evidências adicionais. A
pandemia do coronavírus que provoca a covid-19 já provocou pelo menos
857.824 mortos e infetou mais de 25,8 milhões de pessoas em 196 países e
territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.Em
Portugal, morreram 1.827 pessoas das 58.633 confirmadas como infetadas,
de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.Depois
de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o
continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais
mortes.