OMS precisa de1,5 mil milhões para ajuda humanitária a mais de 300 milhões de pessoas
16 de jan. de 2025, 17:31
— Lusa/AO Online
“Este ano,
a OMS está a apelar a 1,5 mil milhões de dólares (1,4 mil milhões de
euros) para apoiar o trabalho de salvar vidas nas emergências que já
conhecemos e para agir rapidamente em novas crises”, referiu o
diretor-geral da OMS, no lançamento do Apelo de Emergência em Saúde para
este ano.Segundo Tedros Adhanom
Ghebreyesus, a OMS respondeu, em 2024, a 51 emergências em dezenas de
países, desde conflitos, surtos de doenças e desastres relacionados com
as alterações climáticas e, para este ano, estima que mais de 300
milhões de pessoas de várias partes do mundo vão necessitar de
assistência humanitária urgente.Um número
que poderá “criar uma crise de saúde global sem precedentes”, alertou
ainda a agência das Nações Unidas, ao salientar que o seu trabalho vai
muito para além da prestação de cuidados de saúde imediatos.“Sem
um financiamento adequado e sustentável, enfrentamos a tarefa
impossível de decidir quem vai receber cuidados de saúde e quem não
vai”, avisou Tedros Adhanom Ghebreyesus, para quem os conflitos, os
surtos, desastres relacionados com o clima e outras emergências de saúde
já não são fenómenos isolados ou ocasionais, mas estão a sobrepor-se e
intensificar-se.O Apelo de Emergência de
Saúde (HEA) de 2025 identifica as prioridades críticas e os recursos
necessários para lidar com 42 emergências de saúde em curso, incluindo
17 crises de grau 3, consideradas as mais graves. “Este
apelo não é apenas sobre números, é um empenhamento coletivo para
salvar vidas”, referiu o responsável da OMS, que reconheceu que o
sistema de financiamento da saúde global confrontou-se em 2024 com a
falta de recursos financeiros para responder às emergências em várias
zonas como a Ucrânia, a República Democrática do Congo, o território
palestiniano ocupado ou o Sudão.