OMS precisa de 392 milhões para evitar colapso do sistema de saúde
Iémen
27 de fev. de 2023, 10:12
— Lusa/AO Online
O
apelo da agência das Nações Unidas para a saúde surge em antecipação da
conferência de doadores dedicada ao Iémen, que decorre na segunda-feira
em Genebra, na Suíça.Quase metade das
instalações de saúde do Iémen funcionam apenas parcialmente ou estão
inoperacionais devido à escassez de médicos e outro pessoal,
eletricidade, medicamentos, equipamentos e fundos financeiros, de acordo
com a OMS. "O Iémen precisa de apoio
urgente e forte para evitar o potencial colapso do seu sistema de
saúde", disse o representante da OMS no Iémen, Adham Abdel Moneim
Ismail."É necessário um novo financiamento
de 392 milhões de dólares" para garantir que as instalações de saúde
possam continuar a prestar serviços a 12,9 milhões de pessoas,
acrescentou, sublinhando que 540 mil crianças com menos de cinco anos
vivem numa situação de desnutrição grave com um risco direto de morte.Nove
anos após o início na guerra no Iémen, a ONU estima que 21,6 milhões de
pessoas - o equivalente a dois terços da população do país, mas abaixo
dos 23,4 milhões em 2022 - precisarão de ajuda humanitária e proteção em
2023.O Iémen vive desde 2014 mergulhado
num conflito entre os rebeldes xiitas Huthis, próximos do Irão, e as
forças do Governo, apoiadas por uma coligação militar liderada pela
Arábia Saudita e que inclui os Emirados Árabes Unidos. Os Huthis controlam a capital Sanaa e grandes extensões de território no norte e oeste do país.Atualmente,
o Governo iemenita e os Huthis estão a negociar um prolongamento do fim
das hostilidades, que expirou em outubro passado. De acordo com a ONU, a guerra no Iémen já causou centenas de milhares de mortos e milhões de deslocados.