OMS Europa quer melhor proteção das crianças, atualmente as mais afetadas
Covid-19
7 de dez. de 2021, 12:25
— Lusa/AO Online
Numa
conferência de imprensa ‘online’, o diretor da OMS/Europa, Hans Kluge,
considerou a vacinação obrigatória, decidida ou considerada por alguns
países, como um remédio de "último recurso absoluto"."A
obrigatoriedade em relação à vacina é um último recurso absoluto e
aplicável apenas quando todas as opções viáveis para melhorar as taxas
de vacinação tiverem sido esgotadas", disse o diretor da OMS para a
Europa.Hans Kluge fez um apelo para
"estabilizar" a crise pandémica, defendendo a necessidade de promover a
vacinação e aplicar medidas como o uso de máscaras, a ventilação de
espaços fechados e a testagem.“O uso de
máscaras e ventilação, assim como testes regulares, devem ser a norma em
todas as escolas primárias e a vacinação de crianças deve ser discutida
e considerada a nível nacional, a fim de proteger as escolas”, disse
Hans Kluge.De acordo com a OMS, os casos
estão a aumentar atualmente em todas as faixas etárias, "com as taxas
mais altas atualmente observadas entre as crianças de 5 a 14 anos"."Não
é incomum hoje ver incidências duas a três vezes maiores em crianças
pequenas do que na população total", acrescentou Kluge.A
organização voltou a mostrar a sua preocupação com a nova variante
Ómicron, mas defende que se continue a combater a variante atualmente
dominante, a Delta, para "uma vitória amanhã contra a Ómicron"."O
Ómicron está à vista e em ascensão e temos razões para estarmos
preocupados e cautelosos. Mas o problema agora é a Delta e se tivermos
sucesso contra a Delta hoje, será uma vitória contra a Ómicron amanhã",
antes que os casos aumentem massivamente, sublinhou Kluge.