OMS desafia laboratórios a aumentarem produção de anti-inflamatório dexametasona
22 de jun. de 2020, 19:55
— Lusa/AO Online
Segundo o diretor-geral da OMS,
Tedros Adhanom Ghebreyesus, que falava numa videoconferência de
imprensa, o dexametasona "pode salvar doentes em estado grave",
mas apenas deve ser administrado a estes pacientes e sob "supervisão
clínica"."O desafio, agora, é aumentar a
produção e distribuir rapidamente, e de forma equitativa, o dexametasona
em todo o mundo, focando-nos onde é mais necessário", afirmou o
diretor-geral da OMS, a partir da sede da organização, em Genebra, na
Suíça.De acordo com Tedros Adhanom
Ghebreyesus, a procura do medicamento anti-inflamatório
esteroide aumentou, depois de dados preliminares de um estudo realizado
no Reino Unido terem revelado o efeito benéfico do fármaco, ao reduzir a
mortalidade de doentes com covid-19 que têm dificuldade em respirar e
precisam de receber oxigénio ou estar ligados a um ventilador."É
um medicamento barato, existem muitos fabricantes em todo o mundo que
podem acelerar a produção", sublinhou o diretor-geral da OMS, exortando
os países a serem solidários, a trabalharem "juntos" para que o
fármaco "chegue aos países e aos doentes mais necessitados".Na
quarta-feira, o presidente da autoridade nacional do medicamento
(Infarmed), Rui Santos Ivo, admitiu que o dexametasona pode já estar a
ser usado em Portugal no combate a casos graves de covid-19, mas pediu
cautela na interpretação dos resultados do estudo.Rui
Santos Ivo adiantou que o uso do fármaco está autorizado em Portugal
desde a década de 1960, sendo utilizado "em várias situações" devido,
nomeadamente, às suas "características de anti-inflamatório e
imunossupressor".