OMS dá luz verde a teste para diagnosticar a doença
Mpox
4 de out. de 2024, 10:59
— Lusa/AO Online
“O diagnóstico precoce da mpox
permite um tratamento e cuidados rápidos, bem como o controlo do vírus”,
sublinha a OMS, embora a doença já tenha causado quase 900 mortes em
África desde o início do ano.O teste
aprovado pela OMS - o Alinity mMPXV fabricado pelos laboratórios Abbott
Molecular - é um teste PCR em tempo real que pode detetar o ADN do
vírus, tanto do clado (variante) 1 como do clade 2, a partir de
esfregaços de lesões cutâneas humana.Ao
detetar ADN em amostras de erupções pustulosas ou vesiculares, os
laboratórios e os profissionais de saúde podem confirmar casos suspeitos
de mpox de forma eficaz e eficiente.“Este
primeiro teste de diagnóstico mpox listado no procedimento de
utilização de emergência representa um passo importante na expansão da
disponibilidade de testes nos países afetados”, disse Yukiko Nakatani,
vice-diretora geral da OMS para o acesso a medicamentos e produtos de
saúde.“Melhorar o acesso a produtos
médicos de qualidade está no centro dos nossos esforços para ajudar os
países a conter a propagação do vírus e a proteger as suas populações,
especialmente em regiões desfavorecidas”, acrescentou.Ao
incluí-lo na sua lista de utilização de emergência, a OMS permite que
outras agências da ONU o distribuam e garante às autoridades de saúde
dos países afetados a sua eficácia e, por conseguinte, ajuda a acelerar a
sua disseminação.“Em África, as
capacidades de testagem são limitadas e persistem atrasos na confirmação
de casos de mpox, contribuindo para a propagação contínua do vírus”,
explica a Organização Mundial de Saúde.Em
2024, foram notificados mais de 30.000 casos suspeitos em África, sendo
os números mais elevados na República Democrática do Congo, no Burundi e
na Nigéria.Na República Democrática do Congo, apenas 37% dos casos suspeitos foram testados este ano.O
mpox, anteriormente conhecido como varíola dos macacos, é uma doença
viral que se propaga dos animais para os seres humanos, mas também é
transmitida entre seres humanos, causando febre, dores musculares e
lesões cutâneas.A 13 de agosto, a União
Africana (África CDC) declarou o mpox uma "emergência de saúde pública
de segurança continental" e, um dia depois, a OMS declarou o estado de
alerta sanitário internacional.O alerta
sanitário da OMS refere-se à rápida propagação e à elevada mortalidade
em África da nova variante (clade 1b), cujo primeiro caso foi
identificado fora do continente, na Suécia, numa pessoa que viajou para a
região africana onde o vírus circula intensamente.Esta
variante é diferente da clade 2, que causou um violento surto em África
em 2022, bem como centenas de casos na Europa, América do Norte e
países de outras regiões, e levou à declaração de emergência sanitária
internacional da OMS entre 2022 e 2023.