OMS conta com apoio da UE para combater desigualdes no acesso às vacinas
Covid-19
23 de fev. de 2021, 18:29
— Lusa/AO Online
“A pandemia [de covid-19]
salientou as sinergias e forças entre a ciência e os negócios, mas
também algumas tensões”, começou por dizer o diretor-geral da
Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, numa
videoconferência sobre a forma como a covid-19 alterou a política de
investigação e inovação (I&I).De
acordo com o responsável, “até agora, foram administradas mais de 180
milhões de doses de vacinas” contra a covid-19, das quais “mais de
metade estão em apenas dois países”. Em contrapartida, “mais de 200
países ainda não administraram uma única vacina”, notou.A
pandemia de covid-19 mostrou que “a necessidade é realmente a mãe da
invenção”, sublinhou o diretor-geral da OMS, acrescentando que “esta
crise sem precedentes gerou inovação sem precedentes”.“A
inovação está a ajudar-nos a responder à pandemia […], mas a ciência e a
tecnologia, por si só, não irão salvar-nos”, apontou Tedros Adhanom
Ghebreyesus, acrescentando que estas “são ferramentas que podem ampliar
ou reduzir as desigualdades”, dependendo do seu uso e de quem tem acesso
às mesmas.Perante estas desigualdades no
acesso às vacinas contra a covid-19, o responsável diz contar com o
apoio da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para
“acelerar as ferramentas de acesso à vacina”, numa parceria que
ambiciona “combinar a urgência do desenvolvimento da vacina com a
urgência de distribuição equitativa a todos os países”.A
plataforma Science/Business Network, que organizou a videoconferência
“Como a covid-19 deu à Europa um novo projeto para a política de I&I
no domínio da saúde?”, transmitiu um vídeo pré-gravado do dirigente da
OMS para dar o seu parecer em relação ao papel da investigação e
inovação (I&I) no combate à pandemia de covid-19.