OMS avisa que ómicron se espalha no leste europeu com menos vacinados
Covid-19
15 de fev. de 2022, 12:09
— Lusa/AO Online
"Nas últimas duas
semanas, os casos de Covid-19 mais do que duplicaram em seis países
desta parte da região (Arménia, Azerbaijão, Bielorrússia, Geórgia,
Federação Russa e Ucrânia). Como se previu, a vaga de ómicron está a
mover-se para leste: 10 estados membros já detetaram esta variante",
disse o diretor europeu da organização, Hans Kluge.Num
comunicado apresentado numa reunião virtual com os media desses países,
Hans Kluge lembrou que “a vacinação continua a ser a melhor defesa
contra doenças graves e morte para todas as variantes atuais do vírus Covid-19 que circulam”."No entanto, muitas
pessoas em maior risco permanecem desprotegidas: menos de 40% das
pessoas com mais de 60 anos na Bósnia Herzegovina, Bulgária,
Quirguistão, Ucrânia e Uzbequistão completaram o plano de vacinação Covid-19", lembrou.Hans Kluge acrescentou
que a Bulgária, a Geórgia e a Macedónia do Norte também estão entre os
países onde menos de 40% dos profissionais de saúde receberam pelo menos
uma dose da vacina contra a Covid-19.“Peço
aos governos, autoridades de saúde e parceiros relevantes que examinem
de perto as razões locais por detrás da menor procura e aceitação de
vacinas e projetem intervenções personalizadas para aumentar as taxas de
vacinação com urgência, com base em evidências específicas de cada
contexto”, acrescentou.O responsável disse
que na região europeia da OMS houve "mais de 165 milhões de casos de
covid-19 até o momento. Esta é ainda uma doença mortal: 1,8 milhão de
pessoas perderam a vida, 25.000 das quais na última semana".Hans
Kluge acrescentou que "os sistemas de saúde estão sob pressão
crescente, especialmente porque os casos entre os profissionais de saúde
estão a aumentar, de 30.000 no final do ano passado para 50.000 um mês
depois".Finalmente, o alto funcionário da
OMS avisou ainda que, "à medida que as necessidades de saúde aumentam, o
número de pessoal disponível para prestar atendimento diminui e o risco
de transmissão em ambientes de saúde cresce, agravando ainda mais o
problema".