OMS atualiza estratégia para vacinar todas as pessoas de grupos de risco contra a Covid-19
22 de jul. de 2022, 16:17
— Lusa/AO online
“A caminho de atingir os 70% da
vacinação, os países devem priorizar o objetivo de vacinar 100% dos
profissionais de saúde e dos grupos mais vulneráveis, incluindo as
populações mais idosas – acima dos 60 anos - e as que são
imunodeprimidas ou têm doenças subjacentes”, adiantou a OMS em
comunicado.Apesar de considerar o maior e
mais rápido processo de imunização da história, a organização alerta que
apenas 28% dos idosos e 37% dos trabalhadores do setor da saúde dos
países de baixos rendimentos têm a vacinação primária e a maioria ainda
não foi ainda vacinada com a dose de reforço.Além
disso, 27 Estados-membros da OMS ainda não iniciaram um programa de
vacinação de reforço, 11 dos quais são países de baixos rendimentos.Perante
estes dados, a organização liderada por Tedros Adhanom Ghebreyesus
elevou agora as metas de imunização contra o vírus que provoca a
covid-19 com o objetivo de “reduzir as mortes, manter as sociedades
abertas e garantir que as economias funcionem à medida que a transmissão
continua”.“Mesmo quando for alcançada 70%
da cobertura vacinal [prevista para este ano], se um número
significativo de profissionais de saúde, idosos e outros grupos de risco
não forem vacinados, as mortes continuarão, os sistemas de saúde vão
manter-se sob pressão e a recuperação global estará em risco", alertou o
diretor-geral da OMS. Embora sublinhando
que as vacinas terão salvo 19,8 milhões vidas, a organização reconheceu
que não permitiram reduzir substancialmente a propagação da covid-19 a
nível mundial.“É necessária mais inovação
para desenvolver novas vacinas que reduzam substancialmente a
transmissão, sejam mais fáceis de administrar e garantam uma proteção
mais ampla e duradoura”, refere a estratégia que foi atualizada com base
no surgimento de subvariantes da Ómicron e nos dados científicos da
vacinação.De acordo com os dados hoje
divulgados, mais de 12 mil milhões de doses foram administradas em quase
todos os países do mundo e até 17 de julho tinham sido confirmados 559
milhões de casos e mais de 6,3 milhões de mortes.