OMS apela à eliminação de equipamentos com mercúrio até 2020

11 de out. de 2013, 10:58 — Lusa/AO online

Em comunicado, a OMS refere que o apelo está a ser feito em conjunto com a organização Health Care without Harm. A operação, chamada de “cuidados de saúde sem mercúrio até 2010”, foi lançada para marcar a assinatura da Convenção de Minimatat sobre o Mercúrio, que se assinalou na quinta-feira. O mercúrio e os seus diferentes componentes são “uma preocupação para a saúde pública mundial e têm vários efeitos graves na saúde”, refere a OMS, exemplificando com uma série de problemas neurológicos, em particular nos jovens. O mercúrio pode também ter efeitos nefastos nos rins e no sistema digestivo, acrescenta a organização. A Convenção de Minimata autoriza a utilização de mercúrio nos termómetros apenas até ao ano 2020, embora aceite algumas exceções até 2030, refere a OMS, sublinhando que as consequências do mercúrio para a saúde pública “são tão graves que tornam muito importante respeitar o prazo de 2020 fixado pela convenção”. “A assinatura da Convenção de Minimata sobre o mercúrio é um grande passo para a proteção definitiva das consequências devastadoras para a saúde do mercúrio”, afirmou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. “O mercúrio é uma das 10 principais substâncias químicas mais preocupantes para a saúde pública”, acrescentou. A Convenção dá orientações aos países para que tomem medidas para eliminar as formas mais nocivas de utilização do mercúrio. A OMS e as suas parceiras do setor da saúde pretendem ainda eliminar progressivamente os desinfetantes e produtos cosméticos que clareiam a pele e que são feitos à base de mercúrio. Além disso, a organização quer elaborar um conjunto de medidas para eliminar a utilização desse metal nos tratamentos dentários. A Convenção de Minamata foi adotada na quinta-feira, em Kumamoto (Japão) e está aberta a assinaturas até 09 de outubro do próximo ano.