OMS anuncia financiamento de 1,5 mil milhões de dólares para saúde primária
24 de set. de 2024, 11:52
— Lusa/AO Online
A
parceria entre a Organização Mundial da Saúde (OMS), os bancos Africano,
Europeu e Islâmico de Desenvolvimento (BAD, BEI e BID) e os países de
baixo e médio rendimento foi assinada esta segunda-feira em Nova Iorque,
à margem da Cimeira do Futuro das Nações Unidas. O
acordo resulta na criação de uma nova Plataforma de Investimento de
Impacto na Saúde, que dará resposta à "necessidade crítica de esforços
coordenados para reforçar os cuidados de saúde primários em comunidades
vulneráveis", assim como às "ameaças pandémicas como a varíola e a crise
climática", anunciou a OMS, através de um comunicado. Ao
mesmo tempo, um conjunto de 15 países – Burundi; República
Centro-Africana; Comores; Djibuti; Egito; Etiópia; Guiné-Bissau;
Jordânia; Maldivas; Jordânia; Senegal; Sudão do Sul; Gâmbia; Tunísia; e
Zâmbia - acordaram dar início a planos de investimento, que absorverão
"uma parte significativa do esforço de financiamento". A
plataforma – anunciada há um ano na Cimeira para um Novo Pacto Mundial
de Financiamento, em Paris - dará "prioridade a oportunidades de
investimento que satisfaçam as necessidades nacionais de saúde", e
desbloqueará "empréstimos e subvenções em condições favoráveis para
expandir e melhorar os serviços de cuidados de saúde primários" nesses
países, explica-se no comunicado. Numa
avaliação anterior à pandemia de covid-19, a OMS estimou que, para
alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações
Unidas relacionados com a saúde, os países de rendimento baixo e
médio-baixo precisavam de mais 371 mil milhões de dólares americanos
(por ano, em conjunto, até 2030.A
plataforma "será uma fonte vital de novos financiamentos para a criação
de cuidados de saúde primários resistentes às alterações climáticas e às
crises em alguns dos países que mais precisam deles", sublinhou Tedros
Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, citado no comunicado. "A
OMS agradece aos bancos multilaterais de desenvolvimento pela parceria e
estamos empenhados em trabalhar em estreita colaboração com os países
para pôr estes fundos a funcionar e começar a fazer a diferença nas
comunidades que servimos", acrescentou.