OMS alerta que crise climática é também crise de saúde
11 de jun. de 2025, 10:30
— Lusa/AO Online
Esta nova comissão, com
sede em Reiquiavique, na Islândia, será presidida por Katrín
Jakobsdóttir, ex-primeira-ministra deste país. Segundo
informou a OMS em comunicado, a comissão pretende contribuir com
“soluções práticas e económicas para o setor [da saúde] para enfrentar
mudanças climáticas” e vai contar com 11 representantes da OMS da
Europa. Hans Kluge, diretor da OMS-Europa,
explicou que esta “é a hora de reconhecer uma verdade inegável”, que
passa por admitir que uma crise climática é também uma crise de saúde.“Sem
medidas urgentes, [a crise] vai piorar muito”, considerou,
acrescentando que os sistemas de saúde podem fazer parte das soluções no
futuro. O objetivo desta Comissão
Pan-europeia sobre Clima e Saúde passa por, segundo Hans Kluge, emitir
recomendações “acessíveis e viáveis para o setor da saúde”, tendo em
conta as mudanças climáticas, para otimização do tempo e do custo nesta
área.A redução de resíduos, a construção
de instalações com eficiência energética e o salvamento de vidas através
de sistemas de alerta precoce de calor são alguns dos exemplos que
podem sair desta comissão, que vai contar com contributos de
especialistas da área da ciência, da política, da academia, de
organizações juvenis e da sociedade civil.No
mesmo comunicado, a OMS refere também que a Europa é a região que
regista o aquecimento mais rápido e, além disso, todos os indicadores,
quer relacionados com saúde, quer relacionados com o ambiente, como
aumento da temperatura e ansiedade climática, estão a piorar. Katrín
Jakobsdóttir, antiga primeira-ministra da Islândia e presidente da nova
comissão da OMS, referiu também na nota enviada à imprensa que a crise
climática é “um desafio em crescimento para a saúde pública”. É
preciso “reconhecer que a ação entre o aumento das temperaturas, a
poluição atmosférica e as mudanças nos ecossistemas resultantes das
mudanças climáticas já afeta a saúde e o bem-estar das comunidades em
toda a região europeia e no mundo”, considerou Katrín Jakobsdóttir,
acrescentando ainda que esta é também uma ameaça à segurança das
populações.