Como surge este projeto?Quando surge uma oportunidade é preciso avaliar se faz sentido avançar, não só em termos de mercado, como também se o mesmo se enquadra naquilo que sabemos que podemos fazer bem. Este foi um daqueles projetos em que não foi preciso muito tempo para ter certezas. Há pessoas que constroem uma carreira, outras constroem uma reputação. A minha história sempre foi feita de trabalho, compromisso e da procura constante pela excelência. Cresci numa família onde o empreendedorismo faz parte da identidade e onde aprendi, desde muito cedo, que a confiança é o ativo mais valioso de qualquer negócio. Ao longo de décadas, vi de perto o que significa criar empresas sólidas, gerar valor e manter relações duradouras assentes na palavra dada e no respeito pelas pessoas. O meu percurso empresarial levou-me a diferentes setores de atividade, sempre com a mesma forma de estar: olhar para cada projeto com visão de longo prazo, assumir responsabilidades e procurar resultados sustentáveis. Paralelamente, o desporto automóvel moldou grande parte da minha personalidade. Ser cinco vezes campeão dos Ralis dos Açores ensinou-me que vencer nunca é fruto do acaso. Exige preparação, disciplina, capacidade de decisão sob pressão, trabalho de equipa e uma determinação inabalável para superar desafios. Esses princípios acompanham-me em tudo o que faço e são eles que vão dar forma à UNU Signature Azores.Qual a principal missão da UNU Signature Azores?Este projeto imobiliário foi criado com a convicção de que não será apenas mais uma agência. Queremos construir uma marca baseada nos mesmos valores que sempre orientaram o meu percurso: confiança, transparência, competência e compromisso. Quero que cada cliente sinta que tem ao seu lado alguém que o representa, que o aconselha de forma séria e que coloca os seus interesses acima de qualquer venda.A UNU Signature Azores está a operar apenas na ilha de São Miguel?Sim. Para já abrimos uma primeira loja em Ponta Delgada, mas não excluímos para mais tarde a possibilidade de expansão. No entanto, já estamos preparados para trabalhar com propriedades um pouco por todo o arquipélago.O que diferencia a UNU Signature Azores das demais imobiliárias?Nos Açores, as relações continuam a ser construídas pela proximidade, pela credibilidade e pela palavra. Acredito que uma reputação conquista-se ao longo de uma vida e que é precisamente essa reputação que hoje coloco ao serviço deste projeto. Porque vender um imóvel é importante, mas ajudar alguém a tomar uma das decisões mais relevantes da sua vida exige muito mais do que conhecimento do mercado. Exige caráter, experiência e confiança. E é isso que quero que esta marca represente todos os dias.Que clientes é que chegam à UNU Signature Azores?Não há qualquer distinção entre clientes porque todos recebem, da nossa parte, o mesmo compromisso de prestar um serviço de excelência, sejam vendedores ou compradores, independentemente do perfil das propriedades que estejam em causa. Mais uma vez, fazendo um paralelo com a minha vida pessoal, acima de qualquer título ou conquista, existe um papel que considero o mais importante: o de pai e homem de família. É essa dimensão que me lembra diariamente que as decisões mais importantes da vida não se medem apenas em números, mas no impacto que têm nas pessoas e no futuro das suas famílias. Talvez por isso veja o mercado imobiliário de uma forma diferente. Uma casa nunca é apenas um imóvel. É património, é segurança, é investimento, é o lugar onde se constroem memórias e onde muitas vezes se concentra o maior investimento financeiro de uma vida.Como é que avalia o mercado imobiliário nos Açores?O mercado imobiliário dos Açores encontra-se numa fase de forte valorização, caracterizada por uma oferta limitada, procura diversificada e crescente. São Miguel continua a concentrar grande parte da pressão, mas há outras ilhas que começam também a apresentar fortes ritmos de valorização. A questão fundamental para os próximos dois/três anos será saber se a oferta de novas habitações consegue finalmente acompanhar a procura e levar a uma correção em baixa dos preços. Se não conseguir, é provável que os preços continuem a subir, embora a ritmos inferiores aos extraordinários 20-25% que chegaram a observar-se em 2025.Na sua opinião, quais poderão ser os motivos para os Açores terem registado, no último ano, a maior subida no valor médio da avaliação bancária, a nível nacional.Penso que poderão estar em causa múltiplos fatores dos quais, sem dúvida, o mais importante será o próprio mercado, ou seja o desequilíbrio entre oferta e procura, sendo que esta última continua a ser amplamente superior. Por outro lado, há fatores externos que também condicionam como, por exemplo, o turismo que apesar de estar, neste momento, numa fase menos exuberante, coloca pressão no mercado, juntamente com a procura externa para a qual também contribui a instabilidade internacional provocada por guerras e outros focos de tensão que só acentuam os Açores como um porto seguro para investimentos imobiliários ou mesmo para projetos de vida mais tranquilos em ilhas que continuam a ser consideradas pequenos paraísos. A descida das taxas de juro após os aumentos de 2022/23 também contribuiu para o aumento da procura, sendo que, do lado da oferta, o preço da construção nos Açores sofre de condicionalismos vários que se refletem posteriormente nos valores das habitações. Finalmente, também não podemos esquecer que a base do valor de avaliação bancária por m2 de construção era relativamente baixo nos Açores, pelo que é quase natural que exista alguma correção relativamente aos valores do continente sem que um ano de maior subida signifique que as casas nos Açores sejam subitamente as mais caras do país ou sequer que se aproximem disso. Este fenómeno é certamente mais visível em São Miguel e, certamente, em Ponta Delgada cujos números puxam para cima os valores médios regionais.