OE2027: PCP/Açores vai avançar com propostas na Justiça e Lajes
Hoje 15:00
— Lusa
Marco Varela, líder do PCP/Açores, pretende que, no âmbito das responsabilidades do Estado na região, na Justiça se promova a conservação das estruturas, a par do reforço de recursos humanos, face a uma “carência e insuficiência grande, bem como de equipamentos em fase de degradação profunda”.O dirigente, que falava em conferência de imprensa, em Ponta Delgada, após uma reunião do partido, referiu que no caso da Base das Lajes, em causa estão os antigos trabalhadores, pretendendo-se que esses “possam receber o que lhes foi retirado com o fator de sustentabilidade no período de 2025 a 2023”.Estes trabalhadores foram reformados na sequência da redução da presença norte-americana na Base das Lajes.“O fator de sustentabilidade foi eliminado a partir de 2024. Só que não contou, entre 2015 e 2023. E, a reivindicação dos trabalhadores é o pagamento dos valores”, disse.Marco Varela deixou claro, por outro lado, que se o PCP tivesse representação parlamentar na Assembleia Legislativa dos Açores “inviabilizaria o Plano de Orçamento de 2027 porque não corresponde às necessidades da região nem dos açorianos”.“Numa altura que é quase diário o aumento brutal do custo de vida”, o PCP/Açores entende que se deve tomar medidas, por parte do Governo dos Açores, para atenuar estes impactos junto dos agregados familiares.O dirigente adiantou que no capitulo da habitação “não se vislumbra no Plano e Orçamento de 2027 sinais de uma resposta concreta aos problemas dos açorianos” que, “pelo contrário, agravam-se”.O dirigente ressalvou que há um “conjunto de instrumentos que podiam ir ao encontro de respostas” aos açorianos como o acréscimo ao salário mínimo nacional, que “se situa nos 5% e não é atualizado há mais de 20 anos, quando poderia ir aos 10%”.Acresce a remuneração complementar, que “tem vindo a ter alguma atualização, mas de forma tímida” face ao aumento do custo de vida e dos salários, segundo Marco Varela.“Na região, o Governo Regional, constituído pelo PSD, CDS-PP e PPM, apresenta um Plano e Orçamento para 2027 que prolonga a política de direita e agrava os défices estruturais e as desigualdades na distribuição da riqueza, sem responder aos problemas e às necessidades da população. Esta política conta com o apoio do CHEGA e da IL”, afirma.O PCP/Açores reiterou ainda que rejeita a “estratégia de privatizações a qualquer preço, que coloca em causa o interesse público e o desenvolvimento regional”, estando em causa quatro “empresas estratégicas” como a Azores Airlines, o ‘handling’ da SATA, a SEGMA e a Global EDA.Os comunistas reivindicam “o aumento geral dos salários e das pensões, trabalho com direitos, reforço dos apoios às micro, pequenas e médias empresas e à produção regional, garantia dos direitos à mobilidade, à saúde, à educação e à habitação, valorização da produção local, serviços públicos robustos e de qualidade e manutenção, na esfera pública, das empresas estratégicas para os Açores”.