Ocorrência na Ribeira Grande deveu-se a deslizamento de terras na área da Fajã do Redondo
Hoje 10:55
— Nuno Martins Neves
O
autarca, Jaime Vieira, reuniu-se com a GNR na sequência da ocorrência e,
após avaliação preliminar no terreno, “tudo indica que a situação terá
resultado de um deslizamento de terras na área da Fajã do Redondo, não
existindo, para já, indícios de contaminação por chorume, conforme
chegou inicialmente a ser suspeitado”, lê-se na nota.Na mesma
reunião estiveram também presentes elementos da Proteção Civil Municipal
e da Divisão de Ambiente, Serviços Urbanos e Equipamentos Municipais
(DASUEM), com o objetivo de reforçar a articulação entre as várias
entidades envolvidas.Após a ocorrência, Jaime Vieira anunciou que a
Câmara Municipal pretende avançar com uma ação conjunta que envolverá a
GNR, os bombeiros e outros meios técnicos especializados, incluindo o
recurso a drones para monitorização e vigilância ambiental.Um
esforço que pretende contar com o envolvimento das associações
ambientais locais, de forma a “promover uma estratégia de proximidade e
sensibilização comunitária em prol da defesa e da preservação dos
recursos naturais do concelho”.Citado na nota, Jaime Vieira sublinha
que a proteção ambiental “exige uma atuação conjunta e coordenada entre
instituições e comunidade”, defendendo uma resposta “rápida, preventiva
e eficaz” perante situações suscetíveis de afetar os ecossistemas e
linhas de água do concelho.De recordar que, após a ocorrência, a
Câmara Municipal anunciou a criação de um piquete ambiental, cuja
principal missão passará por reforçar a vigilância ambiental,
identificar situações irregulares e colaborar com as entidades
competentes na proteção dos recursos naturais da Ribeira Grande.Em
casos semelhantes, a autarquia assegurará a recolha de amostras de água,
em articulação com a GNR, para análises laboratoriais, de modo a
garantir uma resposta preventiva e um acompanhamento rigoroso da
qualidade ambiental, com o objetivo de reforçar a confiança e
tranquilidade da população.