OCDE aconselha governos europeus a investirem mais em saúde
Covid-19
19 de nov. de 2020, 15:00
— Lusa/AO Online
A Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgou um relatório
em que defende que os sistemas de saúde dos países europeus devem
evoluir significativamente, para melhor responder a picos de procura,
como aquele que se está a verificar com a segunda vaga da pandemia de
covid-19.A organização considera que, para
aumentar a resposta hospitalar, as “soluções flexíveis” implementadas
por vários países desde a primavera passada – como a conversão de camas
convencionais em camas de cuidados intensivos ou a montagem de hospitais
de campanha – são preferíveis, em vez de “aumentos permanentes que
serão muito mais dispendiosos”.“A falta de
pessoal de saúde tem, no entanto, sido um constrangimento forte”,
porque “a formação de cuidadores qualificados leva mais tempo do que a
criação de capacidades temporárias”, sublinha o relatório hoje
divulgado.Para remediar a curto prazo, a
OCDE sugere a "mobilização de pessoal adicional" através de "listas de
reserva", citando a França como exemplo nesta estratégia.Mas
isso não isenta os estados europeus “de investirem mais no seu pessoal
de saúde”, que a crise sanitária tem submetido a “pressões extremas”,
destaca a OCDE, acrescentando que os países que “tiveram mais sucesso na
contenção do contágio”, como a Noruega e a Finlândia, “estavam mais bem
preparados”, com “uma estratégia eficaz de rastreio, acompanhamento de
pacientes e listas de contactos de infetados”.Assim,
no documento, a OCDE apela aos governos para que “adotem estratégias
que permitam uma gestão adequada da recuperação da atividade económica,
para que não haja mais bloqueios” nos sistemas de saúde.