Obra no porto de Lajes das Flores nos Açores lançada em 2023 e concluída em 2028
6 de set. de 2022, 17:13
— Lusa/AO Online
A informação foi
adiantada pela secretária regional do Turismo, Mobilidade e
Infraestruturas, Berta Cabral, no âmbito de uma sessão de perguntas ao
executivo (PSD/CDS-PP/PPM) sobre a ilha das Flores, agendada pela
Iniciativa Liberal. “Durante este verão, o
anteprojeto está a será sujeito a ensaios 3D [três dimensões]. Será do
resultado desses ensaios que sairá o projeto final para colocar a
concurso logo que possível. É um projeto muito dispendioso e prevê-se o
lançamento da empreitada no segundo trimestre de 2023, com cinco anos de
execução”, afirmou, explicando ainda não ser possível determinar o
custo exato do projeto final.O molhe do
porto das Flores, o único porto comercial da ilha, ficou destruído na
sequência da passagem do furacão Lorenzo, em outubro de 2019, originando
constrangimentos no abastecimento à população.Em
julho, o Governo dos Açores indicou que o projeto de reordenamento e de
construção do novo molhe principal do porto das Lajes das Flores
permitirá triplicar a capacidade de acostagem e assegurar novas
condições de operacionalidade.Na
apresentação do novo molhe principal do porto das Flores à população, a
secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas sublinhou
que se trata da “obra mais importante deste Governo”.Segundo
o executivo açoriano, o projeto de reordenamento do porto e de
construção do novo molhe "permitirá praticamente triplicar a capacidade
de acostagem".Vai ainda garantir "novas e
melhoradas condições de operacionalidade e um incremento substancial na
capacidade de resposta de toda a infraestrutura portuária".O novo molhe vai manter "uma extensão de 170 metros para acostagem, reforçada com uma proteção de 100 metros".A
nova ponte-cais oferecerá "a possibilidade de acostagem de 140 metros
em ambos os lados, representando um incremento de 280 metros face ao
anterior porto", segundo o executivo.Anteriormente
"só seria possível a operação de um navio no porto", mas com as novas
funcionalidades poderão operar "três navios em simultâneo", o que,
segundo o Governo, permitirá agilizar "operações de combustível,
mercadorias e passageiros".