Obra de estabilização da falésia nas Calhetas concluída este ano
22 de abr. de 2024, 17:09
— Lusa/AO Online
A obra, que
representa um investimento superior a 2,5 milhões de euros, foi
consignada pelo Governo Regional dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) em novembro
de 2023.Segundo a deputada e
vice-presidente da bancada parlamentar do PSD/Açores, Délia Melo, citada numa nota de imprensa do partido, constatou,
“com agrado, que os trabalhos decorrem a bom ritmo, prevendo-se
inclusivamente a conclusão [da obra] antes do término do prazo
contratual”.A intervenção foi considerada “como prioritária, desde a primeira hora, pelo Governo da coligação (PSD, CDS-PP e PPM)”, lembrou.Délia
Melo salientou tratar-se de “um investimento na segurança da população
residente e do próprio património da freguesia, numa zona de derrocadas,
cuja orla costeira se encontrava em avançado estado de erosão”.A
vice-presidente da bancada parlamentar do PSD/Açores, recordou, no
entanto, que a zona “nunca sofreu qualquer intervenção no passado,
apesar das constantes reivindicações da população, que há mais de 20
anos pedia uma solução para o problema, vivendo em sobressalto”.Para
a social-democrata, a segurança da população das Calhetas “foi,
reiteradamente, negligenciada por parte do Partido Socialista enquanto
governou” a região.Délia Melo, que visitou
o local acompanhada pelos deputados do PSD Flávio Soares, Francisco
Gaspar, Luís Raposo e Sabrina Furtado, lembrou ainda que a primeira fase
do investimento visa a criação de um quebra-mar para proteger a base da
agitação marítima.Numa segunda fase está
prevista a continuidade dos trabalhos para proteção e contenção do
talude no mesmo troço da encosta: “A partir daí, será reposta a
normalidade da via e devolvida à população para circular com toda a
normalidade”.Em novembro de 2023, a
secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta
Cabral, presidiu à cerimónia de assinatura do auto de consignação da
primeira fase da empreitada de estabilização da falésia da freguesia das
Calhetas, no concelho da Ribeira Grande, com um prazo de execução de
600 dias.Berta Cabral considerou tratar-se
de “a obra mais urgente”, sendo que a proteção da orla costeira das
Calhetas, numa extensão de cerca de 180 metros, abrange as zonas das
ruas da Boavista e da Boa Viagem, onde se verificaram vários
deslizamentos de terras.