Obra de 1,1 ME pretende prevenir cheias em Angra do Heroísmo
2 de mai. de 2023, 16:31
— Lusa/AO Online
“A
eficácia e a eficiência desta obra é evitar problemas. Já resultou,
porque tivemos um período invernoso sem consequência”, afirmou, em
declarações aos jornalistas, o presidente do executivo açoriano, José Manuel Bolieiro, que inaugurou a obra de
requalificação da ribeira, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.A
empreitada, lançada inicialmente por cerca de 845 mil euros e
cofinanciada em 85% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional
(FEDER), arrancou em agosto de 2021, com prazo de execução de seis
meses, mas foi alvo de várias prorrogações. Concluída há “alguns meses”, só hoje foi inaugurada pelo presidente do executivo açoriano, que desvalorizou o atraso.“Não
foi significativo. O que interessa, sobretudo, é o bom resultado da
obra. A verdade é que os pequenos atrasos tiveram a ver sobretudo com a
falta de mão-de-obra e com a importância qualificadora dos muros,
porque, numa cidade como Angra [do Heroísmo] e nesta magnífica paisagem,
quisemos preservar um sentido estético nesta obra, para além da sua
eficácia”, explicou.A construção de uma
passagem hidráulica por baixo da via circular de Angra do Heroísmo
condicionou o trânsito durante vários meses, em 2022, provocando a
contestação da população.A intervenção consistiu na beneficiação do leito e margens da ribeira da Vinha Brava, numa extensão de cerca de 680 metros.Num
primeiro troço, foi beneficiado o canal já existente e, num segundo,
foi necessário construir um novo canal e passagens hidráulicas, num
terreno adquirido pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo.Segundo
José Manuel Bolieiro, a requalificação vai “evitar os problemas de
inundações”, que afetavam “frequentemente” a cidade de Angra do
Heroísmo, devido a “alterações urbanísticas” realizadas no passado, mas
vai também prevenir futuras ocorrências, que pudessem ser potenciadas
pelas alterações climáticas.“Fizemos uma
intervenção que a montante e a jusante encaminha as águas de maneira
controlada. É verdade que as alterações climáticas são geradoras de
fenómenos extremos da natureza com maior frequência, como também as
alterações urbanísticas realizadas perturbaram o normal percurso das
águas”, apontou.O presidente do executivo
açoriano disse que o problema ficou “bem resolvido” e que isso ficou
comprovado pela ausência de ocorrências naquela zona neste inverno.“Sei
que, no dia-a-dia, pela ausência dos problemas, as populações não se
vão lembrar desta obra, que superou 1,1 milhões de euros, mas, da nossa
parte e da Proteção Civil, todos os dias em que houver chuva e
tempestade e não acontecer nada às populações, lembrar-nos-emos da
importância que esta obra teve”, frisou.