OASA quer lançar obra do Planetário Fixo nos 25 anos de atividade

Hoje 09:18 — Rui Jorge Cabral

O Observatório Astronómico de Santana - Açores (OASA) quer assinalar o seu 25.º aniversário, este ano, com o lançamento da obra do Planetário Fixo, uma infraestrutura há muito desejada por este Centro do Ciência situado no Ribeira Grande. O Planetário Fixo será um edifício construído junto ao OASA, com uma forma esférica e onde “um projetor de vídeo permitirá observar o Espaço através de modelos de simulação”, explica em declarações ao Açoriano Oriental João Dâmaso Moniz, presidente da Cooperativa A Ponte Norte, a entidade gestora do OASA desde o ano de 2009.Desejado há cerca de uma década pelo OASA, o Planetário Fixo chegou mesmo a ser apresentado oficialmente, sem que contudo a obra arrancasse, não só por questões relacionadas com o financiamento, mas também com o seu licenciamento.  Contudo e num ano em que o OASA assinala 25 anos de existência, afirma João Dâmaso Moniz, “acreditamos que ainda neste semestre estaremos em condições de lançar a obra a concurso”. Refira-se que no ano de 2025, o OASA registou mais de 13 mil e 200 visitantes, dos quais quase 700 foram visitantes estrangeiros, na sua maioria turistas de férias na ilha de São Miguel. E numa altura em que os Açores apostam muito no Espaço, o OASAganha cada vez maior importância nessa estratégia. Não ao nível da investigação, porque não é essa a vocação do OASA, mas sobretudo ao nível da educação e da criação do gosto pelo Espaço nas muitas crianças e jovens que visitam este Centro de Ciência. Conforme recorda o presidente da Cooperativa A Ponte Norte, ao longo dos últimos 25 anos, o OASA tem desempenhado “um papel importante na escolha da área formativa de jovens que, através de experiências que tiveram aqui no OASA, puderam depois desenvolver o gosto pela Astronomia e atualmente estão a tirar cursos na área da Engenharia Aeroespacial ou da Física”.O OASA tem desenvolvido um trabalho de proximidade com os alunos de escolas do ensino regular e de escolas profissionais, mas também de ATLs, “no qual estes jovens deslocam-se ao OASA ou vice-versa, com o Centro de Ciência a deslocar-se às escolas com o Planetário Móvel”, explica João Dâmaso Moniz.  O Planetário Móvel é um equipamento semelhante ao Planetário Fixo, mas de menor dimensão e sem ter a capacidade de proporcionar a experiência que o Planetário Fixo permite, ao ter a aparência de uma sala de cinema.Mas apesar disso, afirma o presidente da Cooperativa A Ponte Norte, “não deixamos de ir às escolas potenciar essa experiência com os alunos e não  apenas na ilha de São Miguel, uma vez que o OASA faz um trabalho nas nove ilhas dos Açores”. Recorde-se que o OASA nasce em 2001, numa altura em que o tema da Astronomia era pouco explorado nos Açores. Hoje, reconhece João Dâmaso Moniz, “é um assunto bem mais falado e é inclusive uma área prioritária, com políticas muito firmes e concretas, bem como investimentos avultados”, nomeadamente na ilha de Santa Maria. Mas há 25 anos atrás, salienta o presidente da entidade gestora do OASA, “estes temas não eram abordados como são agora”.João Dâmaso Moniz também não deixa de salientar o papel desempenhado pelos astrónomos amadores no surgimento do OASA, antes desta estrutura passar para a gestão do Governo Regional e, mais tarde, para a fundação que deu origem à Cooperativa A Ponte Norte.E conforme recorda o presidente da entidade gestora do OASA, “o objetivo deste projeto, desde o início, foi o de trazer a astronomia às pessoas, portanto, à comunidade e às escolas, tentando incutir nos jovens o gosto pela Astronomia, porque na realidade o céu sempre provocou no ser humano alguma curiosidade e alguma vontade de aprofundar conhecimento”.O OASA é um Centro de Ciência gerido pela Cooperativa A Ponte Norte através de um protocolo de colaboração com o Governo Regional dos Açores, tendo atualmente quatro técnicos superiores nos seus quadros.  As Observações do Sol, durante o dia e da da Lua, dos Planetas e das Estrelas, durante a noite, são as atividades mais conhecidas e procuradas do OASA, com destaque para as observações noturnas.