"O Feiticeiro de Oz" estreou-se há 70 anos, em 1939, a Portugal só chegou um ano depois
Cinema
11 de ago. de 2009, 16:06
— Lusa/AO Online
Com Judy Garland no papel principal, o filme estreou-se em Oconomowoc, pequena cidade do estado de Wisconsin, e dois dias depois era exibido em Nova Iorque, mas a estreia comercial no circuito cinematográfico dos Estados Unidos só aconteceu a 25 de Agosto.
Na altura, a receita de bilheteira quase não chegou para cobrir os custos de produção e distribuição do filme, que rodou os dois milhões de euros.
Em Portugal "O Feiticeiro de Oz" estreou a 13 de Dezembro de 1940, no antigo cinema Éden, em Lisboa, e mesmo assim o atraso não foi grande, comparando por exemplo com Espanha, onde o filme só chegou em 1945 e com França, que assistiu à estreia em 1946, já depois da Segunda Guerra Mundial.
Inspirado numa história infantil do escritor norte-americano L. Frank Baum, o filme de Victor Fleming foi, à época, um prodígio do Technicolor que provou que o cinema de fantasia para crianças poderia ter sucesso, poucos anos depois da animação "Branca de Neve e os sete anões", da Disney.
"O Feiticeiro de Oz" segue a história de uma adolescente, Dorothy, que deseja conhecer mais do que o pequeno mundo rural do Kansas.
O desejo concretiza-se quando, num inesperado tornado, é levada para um mundo garrido e mágico, onde habitam fadas, bruxas e os pequenos Munchkins.
É pela estrada dos tijolos amarelos que Dorothy segue na companhia de um leão que quer ser valente, de um homem de lata que deseja ter um coração e de um espantalho que ambiciona ser como gente de carne e osso.
Como em todas as histórias, há sempre um vilão e n´"O feiticeiro de Oz" o papel coube a uma bruxa, que tenta roubar os mágicos sapatos vermelhos de Dorothy e impedi-la de conhecer o mago que a levará a casa.
Judy Garland tinha 16 anos quando foi escolhida para encarnar Dorothy, apesar do papel ter sido pensado para Shirley Temple, e ficou eternamente associada às canções que interpretou no filme, entre elas "Somewhere over the rainbow", que valeram dos Óscares de melhor banda sonora e canção original.
Estreado poucas semanas antes da segunda Guerra Mundial, o filme representou uma ideia de cinema como um momento mágico, de mundos irrepetíveis, e que praticamente não teve continuidade nos anos seguintes, com excepção, por exemplo, de "Mary Poppins" (1964).
Setenta anos depois, o filme está entre os mais exibidos na televisão norte-americana e um dos melhores de fantasia, segundo o Instituto do Cinema dos Estados Unidos.