Nuno Melo sublinha que Força Aérea salva vidas quer com helicópteros quer com aviões
4 de jul. de 2025, 14:55
— Lusa/AO Online
“O
que é importante é que, quando foi preciso, a Força Aérea deu um passo
em frente e os médicos das Forças Armadas estão a ajudar a salvar
vidas”, sublinhou Nuno Melo, à margem de uma conferência sobre segurança
na Europa, que decorre em Lisboa.Segundo
noticia o jornal Expresso, apesar de o Governo ter anunciado que, a
partir de 01 de julho, o transporte aeromédico de emergência seria
assegurado 24 horas por dia pelos quatro helicópteros da Força Aérea
Portuguesa, complementando o serviço dos dois meios disponibilizados de
imediato pela empresa que ganhou o concurso público, os militares só
dispõem de uma aeronave para missão durante a noite. O
helicóptero disponível é, segundo a mesma fonte, “um dos dois Merlin EH
101 estacionados na base aérea do Montijo”, sendo que os outros três
“não têm autorização para voar à noite”.Nuno
Melo assegurou, no entanto, que o esforço da Força Aérea “é feito com
equipamentos que são modernos, com todas as condições, com médicos
preparados e qualificados e com aquilo que são as possibilidades de dia,
desde logo, e de noite, se possível”.Além
disso, reforçou, “a emergência médica, nestes meses em que a Força
Aérea vai estar empenhada, será feita com helicópteros, mas também com
meios de asa fixa, com aviões”.No primeiro
dia de colaboração da Força Aérea, referiu o ministro, “foram feitas
quatro ações de emergência médica em colaboração com o INEM”.Por
isso, disse, prefere concentrar-se “na virtude, naquilo que é um
exemplo que os portugueses devem agradecer”, admitindo, no entanto, que
“todos os meios são sempre escassos em todas as circunstâncias”.O
ministro sugeriu ainda que as críticas à Força Aérea possam ter
interesses escondidos, lembrando que “há muitos anos” que aquele ramo
militar faz emergência médica nos Açores e na Madeira.“Então
a Força Aérea Portuguesa, que faz emergência médica nos Açores e na
Madeira, experimentada e com todas as evidências da sua qualidade, agora
não seria capaz de o fazer no continente? Parece-me um bocadinho
absurdo e disparatado”, observou, concluindo que “é preciso ver a fonte e
o motivo” das críticas.