Nuno Borges enaltece “impacto gigante" de Rafael Nadal no desporto
20 de nov. de 2024, 18:21
— Lusa/AO Online
“Não havia a certeza de ele jogar o
encontro de singulares e acabei por não ver, mas senti a importância do
momento, principalmente pelas publicações que foram feitas desde
então”, começa por contar o maiato, em declarações à agência Lusa.Borges,
que encerrou a época de 2024 como 33.º colocado no ‘ranking’ ATP,
regressou de férias na terça-feira, dia em que iniciou a pré-temporada e
Rafael Nadal, detentor de 22 títulos do Grand Slam, se despediu dos
courts em Málaga, onde a Espanha foi eliminada pelos Países Baixos nos
quartos de final da Taça Davis.“O impacto
que ele teve no desporto foi gigante. Os ‘posts’ demonstram realmente
isso. São muitos os jogadores a fazerem partilhas sobre o que ele
significou para eles. Mesmo os melhores atletas de outros desportos
estão a fazer publicações dedicadas ao Nadal e aos momentos que passaram
com ele”, acrescenta o jogador português, confessando que hoje é um
“dia triste sem Roger [Federer] e sem [Rafael] Nadal.”Apesar
de ter crescido a idolatrar o retirado tenista suíço, Nuno Borges
aprendeu a admirar o jogador natural de Manacor e seu adversário na
final do ATP 250 de Bastad, na Suécia, onde o maiato, de 27 anos,
conquistou este ano o seu primeiro título ATP.“Sinto
que o impacto dos dois foi maior do que todos os outros, até pela
maneira de ser e pelo estilo de jogo muito próprio do Nadal. Ele mudou
imenso a maneira de muitos miúdos verem o ténis. A bandana, o ‘gemido’
ao bater na bola, a dedicação que ele trazia e fazia sentir em todo o
lado. Era muito à ‘Rafa’, não é?”, disse.O
atleta do Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis
confessa que o antigo número um mundial não o moldou como jogador, “não
teve esse impacto”, mas foi uma fonte de inspiração: “Foi alguém que
segui sempre como exemplo, não pela maneira de jogar, mas pela maneira
de estar em campo”.“Acho que vai ser
sempre lembrado por ser boa pessoa, mas por mais do que isso. O miúdo
que sonhou, agarrou tudo desde o início e lutou imenso por tudo o que
alcançou. Acho que ele sempre foi muito trabalhador e humilde, nunca deu
nada como garantido e sempre teve de trabalhar muito. Por muito
talentoso que fosse, chegou onde chegou pelo trabalho”, elogia Borges.Além
do “espírito combativo e de não se dar ao luxo de gerir, porque estava
sempre a 100%”, Nuno Borges destaca a capacidade e força mental como
características marcantes do 14 vezes campeão de Roland Garros.“É
uma imagem de marca dele. A nível mental também é uma fortaleza
autêntica e é incrível. Eram poucos os momentos em que deixava
transparecer que estava mais em baixo e não estava fácil. Arranjava
sempre maneira de conseguir dar o máximo e de ganhar os encontros. Ele é
o pináculo desse tipo de pensamento e de atitude”, conclui o jogador
maiato.